Ohio executa preso que se dizia gordo demais para injeção letal

Detento que matou e estuprou jovens alegava que carrasco teria dificuldade em achar suas veias e anestesiá-lo

Associated Press,

14 de outubro de 2008 | 16h05

O Estado de Ohio executou o detento Richard Cooey, de 1,70 metro e 121 quilos, nesta terça-feira, 14. Ele havia entrado com uma ação para tentar evitar a pena de morte, alegando que sua obesidade tornaria a morte por injeção letal desumana, por resistência à anestesia. O condenado, de 41 anos, morreu às 10h28 (no horário local) em Lucasville. Não houve informação sobre alguma eventual dificuldade em encontrar a veia para a aplicação da injeção, como também alegava a defesa.   Cooey foi condenado à morte por estuprar e matar duas jovens estudantes da Universidade de Akron em 1986. Em 2003, foi concedida a ele uma comutação da pena letal. Mas em abril ele perdeu o direito de evitar a injeção letal depois que a Suprema Corte decidiu que o preso havia perdido o prazo para entrar com um processo contra a sentença.   Sua defesa dizia que o uso que Cooey fazia de Topamax, um tipo de medicação para epilepsia, podia criar resistência ao thiopental, droga usada para induzir os presos ao sono antes da administração de outros dois medicamentos letais. O peso do detento, combinado com a potencial resistência à droga, aumentava o risco do condenado não ser anestesiado adequadamente.   As penas desse tipo estavam suspensas no Estado após uma decisão da Suprema Corte que representou uma moratória de facto nas mortes por injeção letal. O pedido de Cooey para que não se realizasse a execução foi recusado na terça-feira.   Há dois anos, um assassino condenado, Jeffrey Lundgren, tentou argumentar sem sucesso que tinha um grande risco de sentir dor porque estava acima do peso e era diabético. Uma corte federal de apelação rejeitou as alegações de Lundgren, condenado por matar uma cinco membros de uma família em Ohio, e ele foi executado em outubro de 2006.

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