ONU e EUA anunciam novas medidas de restrições à Al-Qaeda

Sanções impostas incluem o congelamento de bens, embargo de armas e a proibição de viajar a seus membros

Efe,

20 de janeiro de 2010 | 10h08

O Conselho de Segurança da ONU e o governo dos EUA anunciaram na terça-feira, 19, novas medidas para aumentar as restrições à Al-Qaeda, principalmente em suas divisões no Iêmen, na Península Arábica.

 

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O órgão de segurança incluiu a Al-Qaeda na Península Arábica e dois de seus líderes, Nasir al-Wahshi e Said al-Shihri, em sua lista de sancionados por terrorismo. As sanções impostas incluem o congelamento de bens, embargo de armas e a proibição de viajar.

 

"Esta decisão apoia os esforços internacionais para reduzir a capacidade de atuação da Al-Qaeda na Península Arábica", disse em comunicado a embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice.

 

A representante americana lembrou que o Conselho de Segurança reafirmou no último dia 17 de dezembro sua vontade de combater a Al-Qaeda na resolução 1.904, que reforça o regime de sanções vigente para organizações e indivíduos vinculados às ações deste grupo.

 

O governo dos EUA, por sua vez, denominou a Al-Qaeda como "organização terrorista estrangeira na península Arábica" e a incluiu na lista negra de pessoas suspeitas de terrorismo os mesmos líderes sancionados pela ONU, al-Wahshi e al-Shihri.

 

A medida representa a proibição de entrega de apoio material e armas ao grupo, e também inclui restrições migratórias que contribuirão para cortar o fluxo de financiamento da rede terrorista na península Arábica. Além disso, será permitido ao departamento de Justiça dos EUA processar membros da organização, informou segundo informou o porta-voz do departamento de Estado, P.J. Crowley.

 

O grupo tem seu centro de operações na península arábica no Iêmen, e reivindicou a tentativa de atentado do último dia 25 de dezembro contra um avião da companhia aérea Northwest que voava de Amsterdã a Detroit.

 

A denominação já tinha sido assinada pela secretária de Estado, Hillary Clinton, no dia 14 de dezembro, onze dias antes do atentado frustrado. No entanto, a decisão só foi divulgada na terça, quando foi publicada no Registro Federal.

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