ONU investigará denúncia sobre maus tratos a soldado americano

Há informações de que militar suspeito de informar o Wikileaks sofra tortura na prisão

AP,

23 de dezembro de 2010 | 19h56

HAGERSTOWN, EUA- A ONU informou nesta quinta-feira, 23, que investigará as denúncias de que o soldado americano suspeito de entregar documentos secretos ao Wikileaks está sofrendo maus tratos na prisão.

 

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O escritório do órgão mundial em Genebra para assuntos de tortura afirmou ter recebido uma denúncia de um dos simpatizantes do soldado raso Bradley Manning,na qual se afirma que as condições da prisão de Quantico, Virginia, onde o militar está, são equivalentes à tortura. Também é dito que Manning passa ao menos 23 horas por dia em uma cela.

 

O Pentágono nega as acusações. Manning foi acusado em julho de divulgar material confidencial, inclusive um vídeo publicado pelo Wikileaks que mostra um ataque de um helicóptero dos Estados Unidos que matou doze civis em 2007. O soldado não comentou publicamente se é fonte do site.

 

O fundador do Wikileaks, Julian Assange, disse que o portal conta com "tecnologia criada para não reconhecer" a fonte do material que recebe.

 

Em entrevista ao canal MSNBC, Assange declarou ontem que Manning é um prisioneiro político e que acredita que os EUA está tentando fazer com que o soldado testemunhe contra si mesmo.

 

"Se acreditamos nas acusações contra ele, então este homem agiu por razões políticas. É um prisioneiro político nos Estados Unidos. Não enfrentou julgamento, tem sido um prisioneiro político sem julgamento nos Estados Unidos por seis ou sete meses", afirmou Assange.

 

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