ONU pede a palestinos e israelenses que apostem na diplomacia

Para entidade, partes devem se apoiar nas propostas do Quarteto para buscar a paz

Efe

27 Setembro 2011 | 17h23

NOVA YORK - A Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu nesta terça-feira, 27, que palestinos e israelenses estão "muito longe" de chegar a um acordo para pôr um fim no conflito que mantêm e pediu a ambas as partes que apostem na diplomacia e aceitem negociar a paz.

 

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O pedido foi feito no Conselho de Segurança pelo subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, Lynn Pascoe, que fez um apelo para que os dois lados deem "um passo adiante" e, assim como propôs na semana passada o Quarteto para o Oriente Médio, apresentem suas propostas para a retomada das negociações.

 

"Não vai ser um caminho fácil, mas chegou a hora de todos darem uma oportunidade à diplomacia", disse Pascoe ao informar ao principal órgão de segurança sobre a situação no Oriente Médio, um dia depois que os integrantes do conselho examinaram pela primeira vez a solicitação de adesão do Estado palestino como membro pleno da ONU.

 

O subsecretário-geral afirmou que a julgar "pelas paixões da semana passada, as partes estão muito afastadas", mas indicou que "agora há alguns pontos que tornariam as negociações mais efetivas do que antes, como prazos claros e a expectativa de que os dois lados apresentem propostas e um papel ativo do Quarteto".

 

Pascoe reconheceu que a Autoridade Palestina (AP) está "capacitada e pronta" para gerir um Estado, como demonstrou o período de "diplomacia intensiva" realizado nas Nações Unidas e que desembocou na solicitação de entrada no órgão pelo presidente Mahmoud Abbas.

 

Além disso, ele destacou os "esforços" das autoridades palestinas para impulsionar a economia nos territórios ocupados, algo que levou a "avanços econômicos e uma segurança real", mas reconheceu que, embora não haja obstáculos "institucionais", existem "obstáculos políticos" que devem ser resolvidos.

 

Segundo o subsecretário-geral, é preciso encontrar uma solução para "a contínua ocupação promovida por Israel e a atual divisão entre os palestinos". "A solicitação de ingresso está diante dos senhores e são os senhores que têm que decidir", finalizou.

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