ONU pede que EUA não executem mexicano acusado de estupro

Ban Ki-moon pede que Corte de Haia revise processo; Medellín não recebeu assistência diplomática na prisão

Efe,

05 de agosto de 2008 | 13h57

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu aos Estados Unidos que parem a execução do réu mexicano José Ernesto Medellín, prevista para esta terça-feira, 5, no Texas, e atendam a reivindicação da Corte Internacional de Justiça (CIJ) de Haia para revisar o caso. Medellín, condenado à morte pelo estupro e assassinato de dois menores em 1993, é um dos 51 mexicanos que estão nos "corredores da morte" dos EUA sem ter recebido assistência consular quando foram detidos, o que, segundo a Corte Internacional de Justiça, obriga a revisar o processo.  "A Corte ordenou e deixou em claro que os Estados Unidos deveriam tomar as medidas para garantir que pare a execução do cidadão mexicano, espero que as duas partes possam encontrar um acordo e uma solução", disse Ban em uma entrevista à rede Televisa. Segundo o site dessa rede, que reproduziu a entrevista, Ban - que assistiu no México à inauguração de uma conferência sobre a Aids - ressaltou que os EUAs devem respeitar as decisões e ordens da CIJ e do Conselho de Segurança da ONU. O secretário-geral da ONU disse que ainda há tempo para impedir a execução de Medellín, que está prevista para as 20h de Brasília. Na segunda, a Junta de Perdões do Texas decidiu não recomendar ao governador do Estado, Rick Perry, que tenha clemência com Medellín, por isso a maior esperança é que a Suprema Corte americana ordene a suspensão temporária da execução.

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