Opositores iniciam greve de fome contra presidente da Geórgia

Quatro ativistas da oposiçãoanunciaram na segunda-feira o início de uma greve de fome emmeio a esforços para convencer o presidente da Geórgia, MikhailSaakashvili, a renunciar. No mesmo dia, uma multidão contrária ao dirigente formouuma cadeia humana ao redor do Parlamento do país. Saakashvili, um importante aliado dos EUA, depara-se com apior crise de seus quatro anos à frente do poder. O presidentetem sido criticado devido a seu estilo autoritário de governo epor não conseguir combater a pobreza e a corrupção. "Dei início a uma greve de fome hoje", afirmou à Reuters olíder do Partido do Povo, Koba Davitashvili. "Minha vida é aúnica coisa que tenho. Então, se a Geórgia precisa da minhavida, estou disposto a sacrificá-la." Levan Gachechiladze, uma parlamentar da oposição, tambémprometeu parar de comer. "Estamos prontos para observar a grevede fome até vencermos e até o presidente renunciar", disse,segundo a agência russa de notícias Interfax. Enquanto os dois davam essas declarações, manifestantesreuniam-se do lado de fora do Parlamento para realizar o quartodia de protestos contra Saakashvili. Os manifestantes desejamque o presidente renuncie e que antecipe as eleiçõesparlamentares. Cerca de 10 mil pessoas juntaram-se na área no começo datarde, muitas delas usando faixas brancas no braço, um símbolodo movimento. Cerca de 3.000 formaram uma cadeia humana aoredor do prédio do Parlamento. Muitos gritavam: "Fora, Misha!", usando a forma reduzida doprimeiro nome de Saakashvili. Outros diziam: "Misha, as rosasmorreram!", uma referência ao movimento popular que levou opresidente ao poder, em 2003, e que ficou conhecido como"Revolução das Rosas."

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