Otan nega intenção de ampliar bombardeios no Paquistão

A força internacional comandada pela Otan no Afeganistão rejeitou categoricamente nesta terça-feira o teor de uma reportagem do jornal The New York Times, segundo a qual os EUA cogitam ampliar suas incursões militares no vizinho Paquistão.

REUTERS

21 de dezembro de 2010 | 10h11

Analistas dizem que os EUA poderiam usar essa ameaça para estimular o aliado Paquistão a agir com mais dureza contra a presença de militantes na fronteira com o Afeganistão. Por outro lado, essas ações poderiam complicar a relação entre os dois países, pois seriam consideradas inaceitáveis pelas autoridades paquistanesas.

"Não há absolutamente verdade alguma no relato do New York Times de que as forças dos EUA estão planejando realizar operações terrestres no Paquistão", disse em nota o contra-almirante Gregory Smith, encarregado de comunicações da Isaf (força da Otan no Afeganistão).

Ele disse que as forças dos EUA e seus aliados, junto com as forças afegãs, "desenvolveram uma forte relação de trabalho com os militares do Paquistão para tratarem das questões de segurança partilhadas."

"Esta coordenação reconhece a soberania do Afeganistão e Paquistão para perseguir insurgentes e terroristas que operam em suas respectivas áreas de fronteira," disse ele.

(Reportagem de Chris Allbritton, Emma Graham-Harrison, JoAnne Allen, Missy Ryan e Zeeshan Haider)

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