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Otan prevê cooperação maior com EUA para defesa antimíssil

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) disse nesta quinta-feira que espera uma cooperação mais estreita com Washington no desenvolvimento de sistemas antimísseis e que os planos reformulados dos EUA têm o potencial para proteger a Europa inteira, caso sejam implementados por completo.

DAVID BRUNNSTROM, REUTERS

17 de setembro de 2009 | 16h34

O presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou nesta quinta-feira que abandonou o plano de instalar mísseis interceptores na Polônia e um sistema de radar da República Tcheca.

Eles deveriam integrar um escudo antimíssil voltado para a proteção dos EUA e de seus aliados europeus da Otan contra possíveis ataques do Irã. O plano, entretanto, desagradava a Rússia.

Obama prometeu, em vez disso, sistemas de defesa mais fortes e ágeis para proteger os aliados dos EUA contra qualquer ameaça vinda do Irã.

Um porta-voz da Otan afirmou que as autoridades dos EUA informaram aos embaixadores da Otan sobre os planos norte-americanos nesta quinta-feira.

O porta-voz disse que os ministros da Defesa de 28 países da aliança discutiriam como avançar na defesa contra mísseis, considerando os planos dos EUA, em uma reunião em 22 e 23 de outubro em Bratislava.

"Os EUA informaram sobre uma abordagem que tem uma série de fases que, se e quando a fase final for efetivada, baseado no desenvolvimento tecnológico e das circunstâncias, forneceria cobertura total para a Europa", disse James Appathurai.

Isso também poderia incluir a participação de qualquer aliado da Otan, afirmou.

A Otan vem desenvolvendo planos próprios para defesa contra mísseis de pequeno e médio alcance e no passado cooperou com a Rússia para garantir que esse tipo de sistema seja capaz de funcionar com um e com outro.

A organização vinha estudando medidas para complementar o sistema dos EUA descartado a fim de ampliar a área que seria protegida.

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, afirmou que a nova abordagem norte-americana envolveria muito mais a Otan no estabelecimento de uma defesa antimísseis.

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