Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Outubro é o mês mais mortífero para EUA no Afeganistão

Forças dos EUA confirmam que mais oito soldados morreram em combates, elevando para 55 os mortos neste mês

estadao.com.br,

27 de outubro de 2009 | 13h33

As forças dos Estados Unidos informaram nesta terça-feira, 27, que oito soldados norte-americanos foram mortos em vários ataques a bomba no sul do Afeganistão. Essas mortes fazem com que outubro seja o mês mais mortífero para tropas dos EUA no Afeganistão desde o início da guerra, em 2001. Neste mês, 55 soldados morreram em combates no país. As últimas mortes elevam para 55 o número total de militares dos Estados Unidos mortos em outubro no Afeganistão. Em agosto, quando foi realizada a eleição presidencial, 51 soldados morreram.

 

Veja também:

Diplomata dos EUA se demite por estratégia na guerra afegã

Análise: Estratégia no Iraque era 'exemplo' para o Afeganistão

especialEspecial: 30 anos de violência e caos no Afeganistão

especialEspecial: As principais ações suicidas a serviço do terror

 

Os militares disseram que as oito mortes ocorreram em ataques "múltiplos e complexos" no sul do país. Em um dos ataques, insurgentes mataram sete soldados de uma patrulha. Um civil afegão também foi morto e vários soldados norte-americanos ficaram feridos. O oitavo militar foi morto em um ataque contra outra patrulha no sul do país. Os dois ataques ocorreram na província de Kandahar.

 

Em comparação com a campanha no Iraque, o mês mais mortífero para as tropas americanas em solo iraquiano foi novembro de 2004, quando 137 soldados foram mortos durante operação para retirar insurgentes da cidade de Fallujah. "Uma perda assim é extremamente difícil para as famílias e para aqueles que servem com estes valentes membros do serviço", disse uma porta-voz militar, a capitã da Marinha Jane Campbell.

 

Na segunda-feira, acidentes envolvendo três helicópteros dos EUA mataram 14 americanos no país, incluindo três civis. No caso mais grave, um helicóptero caiu no oeste do país, após um intenso combate com supostos insurgentes do Taleban. Dez pessoas morreram - sete militares e três funcionários da agência americana antidroga, a DEA. Outros 11 soldados, 1 civil e 14 afegãos ficaram feridos. O Afeganistão é o maior produtor do mundo de ópio, matéria-prima da heroína, e o tráfico de drogas é uma das principais fontes de financiamento dos grupos rebeldes.

 

Horas antes, dois helicópteros dos fuzileiros navais colidiram no ar na Província de Helmand, no sudoeste do país. O acidente matou quatro militares americanos e feriu outros dois. Desde 28 de junho de 2005, os EUA não enfrentavam um dia tão mortífero no Afeganistão. Na ocasião, 19 militares foram mortos, a maioria deles com a queda de um helicóptero MH-47 Chinook, que foi derrubado pelos insurgentes.

 

Autoridades americanas negaram que houve fogo inimigo no choque de helicópteros, mas não esclareceram a causa da queda no oeste do país. Um porta-voz do Taleban disse que o grupo derrubou um helicóptero no noroeste do país. No entanto, não foi possível verificar se tratava da mesma aeronave.

 

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) informou que o helicóptero estava voltando de uma operação conjunta contra insurgentes envolvidos "no tráfico de narcóticos no oeste" do Afeganistão. "Durante a operação, os rebeldes atacaram as forças conjuntas e mais de dez combatentes foram mortos durante o tiroteio."

 

O Exército americano também confirmou a morte de dois outros soldados no domingo. No total, 47 militares dos EUA já morreram no conflito em outubro. Este já é o ano mais mortífero para as forças de coalizão desde a invasão para derrubar o Taleban do poder, em 2001.

Mais baixas

O segundo pior mês para os americanos no país foi agosto, com 51 mortes, quando ocorreram as eleições no país. O pico de violência ocorre no momento em que o presidente americano, Barack Obama, está analisando a possibilidade de aumentar o número de tropas no conflito.

No cenário interno, o Afeganistão está se preparando para o segundo turno das eleições presidenciais, que ocorre no dia 7, entre o presidente Hamid Karzai e o ex-chanceler Abdullah Abdullah. A segunda votação foi marcada após um comitê ligado à ONU concluir que houve fraudes no primeiro turno e determinar que Karzai não não obteve 50% dos votos. 

Abdullah citou outras "condições mínimas" para que houvesse um segundo turno justo, incluindo a demissão de funcionários envolvidos com fraudes e a suspensão de diversos ministros que, segundo ele, fizeram campanha por Karzai antes do período permitido.

Tudo o que sabemos sobre:
AfeganistãoEUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.