Pacifista Cindy Sheehan é presa no Congresso dos EUA

Cindy Sheehan e outros 45 militantes pacifistas foram detidos na segunda-feira por se recusarem a deixar o gabinete de um parlamentar democrata, onde pediram o impeachment do presidente George W. Bush e de seu vice, Dick Cheney. Antes de ser retirada pela polícia, Sheehan, que se tornou uma liderança pacifista depois de seu filho Casey ser morto no Iraque, em 2004, confirmou o que já havia sugerido anteriormente --que será candidata a deputada em 2008, desafiando a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, uma democrata da Califórnia que se recusa a pedir o impeachment de Bush e Cheney devido aos problemas na guerra do Iraque. O Congresso, desde o começo do ano sob comando democrata, tem taxas de aprovação inferiores a 25 por cento, em parte devido à sua incapacidade de cumprir a promessa eleitoral de obrigar o governo a retirar as tropas do Iraque. Os manifestantes, Sheehan incluída, foram retirados com as mãos presas por algemas de plástico, depois de ignorarem repetidas vezes as ordens da polícia parlamentar para que saíssem do gabinete do deputado John Conyers, democrata que preside a Comissão de Justiça da Câmara. "O que queremos? Impeachment. Quando queremos? Agora", gritavam Sheehan e os demais sentados no chão do gabinete de Conyers, depois de uma reunião reservada dela com o parlamentar. Centenas de outros manifestantes nos corredores aplaudiam os ocupantes. Conyers havia cogitado um impeachment contra Bush há mais de um ano, quando os republicanos controlavam o Congresso. Mas Pelosi rejeitou a idéia durante a campanha eleitoral do ano passado que deu o controle do Congresso à oposição. Segundo ela, seria mais importante concentrar esforços no fim da guerra. "A presidente (da Câmara) está focada em mudar de rumo no Iraque trazendo nossas tropas para casa com segurança e em breve, e refocando nosso esforço em proteger os norte-americanos do terrorismo, responsabilizando o governo Bush e estabelecendo uma ''Nova Direção para a América"'', disse Brendan Daly, assessor de imprensa de Pelosi. Quando o grupo liderado por Sheehan chegou ao Capitólio, enfrentou algumas pessoas favoráveis à guerra. "Patriotas querem a vitória no Iraque", dizia um cartaz levado por um desses ativistas pró-governo.

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