Pacote na sede do Credit Suisse em NY não é ameaça

Um pacote suspeito que chegou nesta quarta-feira na sede do banco Credit Suisse em Nova York não representa uma ameaça, mas forçou o esvaziamento de parte do edifício mais cedo, informou a polícia.

REUTERS

14 de dezembro de 2011 | 16h32

"Parece ser um pacote legítimo", disse à Reuters o porta-voz da polícia de Nova York Paul Browne, acrescentando que o pacote parecia ter equipamentos de vídeo.

O incidente aconteceu uma semana depois que um envelope contendo explosivos foi enviado ao diretor do Deutsche Bank, Josef Ackermann, em Frankfurt, mas foi interceptado antes.

O Credit Suisse afirmou em comunicado que alertou a polícia depois que encontrou dois pacotes suspeitos em sua sala de expedição. A polícia disse que a empresa considerou a suspeita após imagens de um escâner mostrar baterias e fios dentro do pacote.

Uma autoridade norte-americana disse à Reuters na semana passada que agentes do FBI na Alemanha estavam em contato com autoridades locais sobre a investigação do Deutsche Bank, mas que o FBI não estava ciente de qualquer ameaça específica ou relacionada contra Nova York.

Um grupo anarquista italiano assumiu a responsabilidade por enviar a carta-bomba a Ackermann e pode ter enviado mais outros dois pacotes, apontaram investigadores alemães.

Uma carta oculta escrita em italiano do grupo Federação Anárquica Informal citou "três explosões contra banqueiros, bancos, pulgas e sanguessugas", segundo os alemães.

Anteriormente, o grupo italiano assumiu a responsabilidade por um pacote-bomba que feriu duas pessoas nos escritórios do grupo lobista nuclear suíço em março, assim como bombas enviadas às embaixadas de Suíça e Chile, em Roma, no ano passado.

(Reportagem de Michelle Nichols, Brendan McDermid e Mark Hosenball)

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