Paquistão diz que norte-americano preso tem imunidade

Um norte-americano detido por matar dois paquistaneses está protegido sob a condição de imunidade diplomática, disse uma autoridade paquistanesa nesta quarta-feira. Ele acrescentou, no entanto, que os tribunais teriam a palavra final sobre o assunto, que provocou mais um conflito na instável aliança entre Estados Unidos e Paquistão.

CHRIS ALLBRITTON, REUTERS

16 de fevereiro de 2011 | 11h54

Apesar de sinais indicando que o governo paquistanês pode estar cedendo às pressões de Washington para libertar Raymond Davis -- um funcionário do consulado norte-americano que atirou contra dois homens no mês passado, alegando ter sido uma tentativa de roubo --, o destino de Davis ainda é incerto. As mortes suscitaram um forte sentimento anti-americano no país, que poderia ameaçar o impopular governo.

O Tribunal Superior de Lahore realizará mais uma audiência nesta quinta-feira, e os Estados Unidos devem apresentar documentos para certificar que Davis tem imunidade diplomática e, portanto, deveria ser libertado.

Mas uma autoridade paquistanesa afirmou que isso não garantiria a sua libertação.

"Apresentaremos ao tribunal as leis e regras relevantes sobre imunidade e defenderemos que, segundo evidências aparentes, é um caso de imunidade diplomática. Mas será uma decisão do tribunal", disse a autoridade, sob condição de anonimato.

A disputa sobre o cidadão norte-americano é a mais recente em uma série de tensões na relação entre os dois países, que deveriam estar cooperando para combater uma insurgência islamista que realizou ataques contra soldados norte-americanos no Afeganistão, país vizinho.

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