Para Aznar, Chávez cria 'nova espécie de totalitarismo'

Para ex-presidente espanhol, novo socialismo do Século XXI só pode conduzir a um retrocesso

Efe

23 de outubro de 2007 | 04h22

O ex-presidente do governo espanhol José Maria Aznar disse nesta terça-feira, 23, em Miami, Flórida, que a América Latina está ameaçada por uma "nova espécie totalitária" que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, quer impor à região.   Aznar alertou sobre o "efeito contaminante" na América Latina do novo socialismo do Século XXI que tem a frente Chávez, "espécie totalitária" e "velha receita revolucionária marxista", disse, e disse que só pode conduzir a um retrocesso os países que a aplicarem.   O ex-chefe do governo lançou essa mensagem em uma conversa, na Torre da Liberdade de Miami, em que tratou de assuntos como os tratados de livre comércio (TLC) e o fenômeno da globalização, a situação de Cuba e o desafio do terrorismo.   Na reunião, organizada pelo grupo Olloqui e a Universidade de Miami-Dade, Aznar recebeu das mãos do reitor, Eduardo Padrón, a medalha presidencial, em homenagem as ações como "baluarte da democracia universal".   Para Aznar, a América Latina, se encontra em uma "encruzilhada decisiva" em que deve escolher entre as democracias liberais e as economias de mercado e "o retorno ao autoritarismo, populismo e regimes ditatoriais".   O ex-presidente espanhol deixou claro que se trata de um "populismo e revolucionário (em referência a Chávez)" despojado da  "maquiagem velha do marxismo" que se sustenta no preço do barril de petróleo e ironizou que "não é igual ser revolucionário a 90 dólares o barril de petróleo e a cinco dólares".   Acrescentou também, sem mencionar expressamente a Bolívia, o "indigenismo radical excludente" que se detecta na América Latina e que tenta forçar os povos da região "a voltar a sociedades do passado". Ao referir-se as vantagens da globalização, Aznar mencionou os dados econômicos mundiais entre 2004-2007, o período de maior expansão econômica em trinta anos, assegurou Aznar, com uma taxa de crescimento do PIB de cinco por cento.   Sustentou que a chamada da globalização aos tratados de livre-comércio são um recurso inapelável para que a América Latina se incorpore de "forma definitiva às correntes de prosperidade e liberdade". Frente a esta corrente, deixou claro, se estabelece o discurso de alguns líderes políticos da região que perseguem implantar a "inseguridade jurídica" e a "falta de transparência", assim como suprimir o Estado de Direito e cercear a "justiça independente".   Por sua vez considerou prioritário que o Congresso dos Estados Unidos ratifique o TLC subscrito com a Colômbia, já que, se não o fizer, disse, enviaria uma mensagem desalentadora à América Latina que só favoreceria a expansão do chavismo e o triunfo das Farc.

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