Para Bush, governo americano precisa de parceiros no Iraque

Em entrevista para a TV, presidente diz que China pode se tornar uma preocupação caso adote postura hostil

Entrevista com

Associated Press,

31 de agosto de 2007 | 01h53

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, encorajou em uma entrevista para um canal australiano os países aliados a manterem suas tropas no Iraque. Bush disse ainda que poderá se preocupar com o poderio militar chinês, se o país se tornar hostil. Veja também:Relatório oficial dos EUA aponta fracasso no IraqueCongresso dos EUA diz que Iraque descumpre metasComentário de Bush tenta justificar tropas no Iraque, diz Irã Em entrevista para a televisão a cabo australiana Sky News em Washington antes de uma visita ao país para a reunião do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), o presidente americano tentou encorajar os países aliados que pensam em retirar suas tropas do Iraque a reverem suas decisões para devolverem a segurança aos iraquianos. Bush disse que os EUA necessitam de "todos os parceiros da coalizão" agindo no território iraquiano. "Eu entendo que todo mundo tem sua própria política interna. O ponto é que se existe situações como as do Afeganistão e Iraque, nós temos muito trabalho para fazer. Nós, o mundo livre, temos mais trabalho para fazer", disse. Bush disse que aproveitará a reunião na Austrália para explicar por que é preciso permanecer no Iraque. Antes da cúpula da Apec, ele se reunirá com um de seus principais parceiros, o primeiro-ministro australiano, John Howard. Também poderá ter um encontro com o líder oposicionista Kevin Rudd. O governante americano afirmou que pedirá ao oposicionista que considere "as condições no terreno" antes de decidir por uma eventual retirada das tropas do Iraque, no caso de uma vitória trabalhista. E reforçou o seu apoio ao conservador Howard, que chamou de "grande amigo" e "um homem de aço, por ter convicções e princípios". A Austrália, um dos principais aliados dos Estados Unidos no Iraque, enviou tropas desde o início da intervenção armada, em março de 2003. O país mantém sua presença militar, contra 57% da opinião pública australiana, segundo a última enquete, publicada na quarta-feira. China Durante a entrevista, Bush falou também sobre o crescimento econômico e militar da China. "Meu ponto de vista sobre a China é que eles estão focados internamente no crescimento econômico. Externamente estão focados em conseguir as matérias brutas que precisam, mas se eles se tornarem hostis, ficarei preocupado com o poderio militar", disse Bush. O presidente americano disse ainda que sua administração gastou "muito tempo com a China" e que Washington mantém boas relações tanto com os chineses quanto com os japoneses, dois rivais tradicionais na Ásia. Ele disse que é importante para os Estados Unidos ter uma "presença ativa na Ásia para ter certeza que velhas tensões não vão retornar".  Ele disse acreditar que o maior interesse chinês é manter sua economia crescendo, e que o assunto militar "apenas vai me preocupar se o governo declarar hostilidade para o resto do mundo."

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