Para campanha de Romney, perda do JPMorgan é risco de mercado

A campanha do pré-candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Mitt Romney, afirmou nesta terça-feira que o enorme prejuízo com operações do JPMorgan Chase & Co era uma parte infeliz da economia de livre mercado.

REUTERS

15 Maio 2012 | 14h25

O conselheiro de Romney Eric Fehrnstrom disse à NBC que, enquanto Romney apoia algum tipo de regulamentação financeira, as perdas em um dos maiores bancos do país envolviam investidores, e não contribuintes, e que as regras para Wall Street não devem prejudicar investimentos.

"A liderança da empresa será responsabilizada por esta perda em operações, mas não queremos punir as empresas", disse ele ao programa da NBC "Today". "Não houve dinheiro do contribuinte em risco. Todas as perdas foram para os investidores, é assim que funciona em um mercado público."

Os comentários da campanha de Romney foram feitos um dia depois de o presidente norte-americano, Barack Obama, ter dito que o prejuízo enorme enfatizava a necessidade de reforma de Wall Street. Alguns executivos do JPMorgan já deixaram o banco, que poderá sofrer consequências adicionais quando seus acionistas se reunirem mais tarde nesta terça-feira.

A reforma de Wall Street tornou-se um tema de campanha importante para o democrata Obama e para seu rival republicano antes da eleição presidencial de 6 de novembro.

Obama tem enfrentado oposição na implementação de novas regras para Wall Street, uma de suas conquistas políticas domésticas características. Romney destacou sua experiência como executivo de negócios.

"Mitt Romney não está defendendo que não haja regulamentação", disse Fehrnstrom. "Mas a nossa regulamentação deve ser eficaz, deve ser simplificada. Não deve ser complicada, e não deve agir como um cobertor molhado ou um amortecedor sobre a economia."

O secretário do Tesouro, Timothy Geithner, disse nesta terça-feira que as regras impostas pela lei de supervisão financeira Dodd-Frank de 2010, incluindo novos requisitos de capital, permitirá reforçar a capacidade dos bancos para absorver prejuízos, como os que o JPMorgan anunciou na semana passada.

"O teste da reforma não é se você pode evitar que os bancos cometam erros", disse Geithner em um evento patrocinado pela Fundação Peterson. "O teste da reforma deve ser se esses erros põem em risco a economia, o sistema financeiro ou o contribuinte."

(Reportagem de Susan Heavey)

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