Para Cheney, prisão de Guantánamo deve permanecer aberta

Em entrevista para a TV, vice-presidente afirmou que autorizou 'asfixia simulada' contra prisioneiros

Efe,

16 de dezembro de 2008 | 06h39

O vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, disse que a prisão de Guantánamo deve permanecer aberta indefinidamente e defendeu o uso da "asfixia simulada" nos interrogatórios e a decisão de invadir o Iraque. Em uma entrevista à emissora de TV ABC exibida na segunda-feira à noite, Cheney disse que a controvertida prisão americana de Guantánamo, localizada em território cubano, deve ser fechada somente quando "chegar ao fim a guerra contra o terror". O vice americano afirmou também que "ninguém sabe quando terminará a luta contra o terrorismo", e defendeu a prisão alegando que os Estados Unidos sempre exerceram "o direito de capturar inimigos e retê-los até o fim do conflito em guerras anteriores". Cheney revelou ainda que ele mesmo autorizou o uso da técnica de "waterboarding" (simulação de asfixia) nos interrogatórios dos prisioneiros suspeitos de terrorismo. O vice-presidente defendeu a técnica como "notavelmente bem-sucedida" e acrescentou "que os resultados falam por si sós". Cheney também minimizou a importância da informação errônea de que o regime de Saddam Hussein contava com armas de destruição em massa, divulgada às vésperas da invasão ao Iraque em 2003. Rejeitou expressamente a teoria de que os Estados Unidos não teriam invadido o Iraque, se Washington soubesse que Saddam não contava com um arsenal de armas de destruição em massa. "Saddam Hussein ainda tinha a capacidade de produzir armas de destruição em massa. Tinha a tecnologia, tinha o pessoal, tinha os materiais necessários", afirmou. Além disso, "Saddam tinha a intenção de retomar a produção (dessas armas), uma vez que as sanções internacionais fossem suspensas", sustentou. "Ele era um protagonista malvado, e o Iraque e o mundo estão em melhor posição com Saddam fora. Por isso, acredito que tomamos a decisão correta", alegou.

Tudo o que sabemos sobre:
GuantánamoDick CheneyEUAterrorismo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.