Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Para Obama, ajuda ao setor automotivo é alta prioridade

Presidente eleito nos EUA pede que Bush faça tudo que puder para acelerar recursos de US$ 25 bi para setor

Reuters e Agência Estado,

07 de novembro de 2008 | 18h48

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta sexta-feira que a ajuda à indústria automotiva norte-americana, fortemente atingida pela crise econômica, é uma prioridade para sua equipe de transição. Obama, em sua primeira entrevista coletiva desde a vitória na terça-feira, cobrou do governo do presidente George W. Bush que faça tudo que puder para acelerar o desembolso de US$ 25 bilhões em empréstimos para o setor.  Veja também:Obama não anuncia futuro gabinete 'para evitar erros'Não subestimo tarefa de combater a crise, diz ObamaDe olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise Obama nomeia deputado para transição Nomes cotados para o gabinete de ObamaEspecial: Quem são os eleitores de Obama   Especial: Festa por mudança Veja o perfil do novo presidente Trajetória de Obama  Estadao.com.br na terra dos ObamasDiário de bordo da viagem ao Quênia Veja a apuração das eleiçõesCobertura completa das eleições nos EUA "É de alta prioridade para minha equipe de transição trabalhar opções de medidas adicionais para ajudar no ajuste da indústria automotiva e que ela sobreviva à crise financeira e tenha sucesso na produção de automóveis de uso eficiente de energia aqui nos Estados Unidos", disse Obama.  General Motors, Ford Motor e Chrysler demandam empréstimos do governo para sobreviver, depois do colapso em suas vendas decorrente da crise econômica global. Nesta sexta, a Ford anunciou a suspensão da produção de veículos em três fábricas nos Estados Unidos durante todo o mês de dezembro como parte do plano de reduzir a oferta para acompanhar a queda nas vendas de seus produtos. As fábricas de Louisville (Kentucky) e Twin Cities (Minnesota) serão fechadas durante o último mês do ano, incluindo a semana encerrada em 29 de dezembro, quando todas as fábricas da montadora serão fechadas para os feriados de final de ano, informou a companhia. A fábrica de caminhões Ford do Michigan será fechada em 26 de novembro e só será reaberta em 2010, quando passará a produzir carros pequenos. A montagem de veículos também será suspensa em outras três unidades da Ford no Canadá e no México em dezembro. Além disso, a GM advertiu que corre o risco de ficar sem dinheiro em caixa no primeiro semestre de 2009 se não receber ajuda do governo dos EUA ou se não houver uma melhora nas condições do mercado de veículos. O presidente e executivo-chefe da montadora, Rick Wagoner, disse que a empresa está tomando todas as medidas para evitar um pedido de concordata. "A empresa usará todas as fontes de financiamento possíveis para evitar a concordata", disse em uma conferência por telefone após a empresa anunciar os resultados do terceiro trimestre. Wagoner advertiu sobre as "graves conseqüências" para a economia americana se a GM tivesse que se proteger dos credores. A maior montadora dos EUA em receita está colocando quase todas as esperanças na ajuda do governo norte-americano e no corte de custos. Neste processo, descartou uma fusão com a Chrysler. Das três grandes montadoras de Detroit, a GM é a que tem liquidez mais precária. A empresa informou que está concentrada em aumentar sua precária liquidez por meio de um corte de custos que deve lhe render uma economia de US$ 5 bilhões. Sem a ajuda do governo ou um aumento nas vendas, a GM disse que sua liquidez alcançará os níveis mínimos exigidos no final deste ano, depois de gastos de US$ 6,9 bilhões no terceiro trimestre.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.