Para republicanos, EUA deveriam deixar grandes bancos falirem

Os Estados Unidos deveriam deixar alguns bancos grandes abatidos pela crise falirem em vez de comprometer mais fundos federais para fortalecê-los, afirmaram dois importantes parlamentares republicanos neste domingo. O senador Richard Shelby, principal republicano do Comitê do Setor Bancário, disse que os EUA não deveriam imitar o Japão, que em 1990 sustentou bancos falidos e prolongou seu declínio econômico. "Deixá-los falir, deixá-los fora dos negócios. Se eles estão mortos, eles devem ser enterrados", declarou Shelby ao programa "This Week", exibido pela emissora ABC. "Nós enterramos os bancos pequenos. Nós temos que enterrar alguns grandes e mandar uma forte mensagem ao mercado." Autoridades do setor financeiro estão sendo bombardeadas, à medida que centenas de bilhões de dólares em empréstimos e infusões de capital aplicados em instituições enfraquecidas falharam na tentativa de conter a crise econômica, que apenas acelerou nas últimas semanas. Já o senador John McCain, que contínua sendo líder republicano após ter perdido a corrida presidencial de 2008 para o presidente Barack Obama, criticou a resposta do novo governo aos bancos. "Eu não acho que eles tomaram a decisão difícil e isso é deixar esses bancos falirem", revelou McCain ao "Fox News Sunday". Conforme o governo norte-americano aumenta sua participação em importantes bancos como o Citigroup Inc, rumores de nacionalização levantaram um debate sobre quanto tempo mais reguladores ajudarão o fragilizado sistema econômico. Shelby não mencionou nenhum banco pelo nome, mas quando questionado sobre o Citigroup, afirmou: "O Citi sempre foi uma criança problemática". McCain concorda com a avaliação de Shelby sobre o sistema bancário dos Estados Unidos, mas ambos os senadores evitaram o termo "nacionalização" --um conceito normalmente apontado pelos republicanos como uma medida em direção ao socialismo. Tom Donohue, presidente da Câmara de Comércio dos EUA, maior grupo comercial do país, informou que "não era útil conversar sobre o fechamento de um banco que é completamente integrado a toda a economia global". "É útil conversarmos sobre comprar parte daqueles ativos fora daqueles bancos e mantê-los em uma instituição que terá tanto dinheiro público como privado", completou Donohue ao programa "This Week", da ABC. (Por Thomas Ferraro e Kim Dixon)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.