Parlamentares dos EUA estão perto de acordo para evitar calote

Os parlamentares norte-americanos estão perto de fechar um acordo de três trilhões de dólares neste domingo para aumentar o limite de empréstimos dos Estados Unidos e assegurar aos mercados financeiros que o país vai evitar uma catastrófica moratória.

STEVE HOLLAND E DAVID MORGAN, REUTERS

31 de julho de 2011 | 11h02

"Estamos muito próximos", afirmou o líder da minoria no Senado Mitch McConnell, legislador republicano que está tendo um papel crucial nas negociações da dívida.

As perspectivas melhoraram para um importante pacote para cortar o déficit norte-americano depois que líderes republicanos e democratas reabriram as difíceis negociações com a Casa Branca.

Uma importante autoridade do governo usou de precaução e disse que o acordo "ainda não estava fechado".

McConnell, durante entrevista à emissora de TV CNN, disse esperar que o líder da maioria no Senado, Harry Reid, um democrata, possa apresentar logo um acordo para os senadores republicanos. Perguntado se o acordo sairá neste domingo, ele respondeu: "Logo".

O senador democrata Charles Schumer disse estar claro que o acordo vai elevar o limite de déficit o suficiente "para que não tenhamos que voltar a isso até 2013". Uma exigência de Obama era não levantar o assunto em 2012, que é ano eleitoral.

Reid antecipou em 12 horas uma importante votação sobre um plano de limite da dívida, para as 13 horas (horário local, 14 horas no horário de Brasília) deste domingo, dando tempo para ambos os lados combinarem os detalhes do acordo antes da abertura dos mercados da Ásia.

"Há negociações ocorrendo na Casa Branca sobre uma solução que vai evitar uma catastrófica moratória da dívida da nação". afirmou Reid no sábado. "Ainda temos uma distância a percorrer."

O impasse político sobre como reduzir o déficit dos EUA e elevar o teto da dívida colocou o país sob risco de perder sua taxa de classificação de crédito AAA.

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