Mary Altaffer/AP
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Pastor Jones chega a NY com a intenção de se reunir com o imã

Já o imã Feisal Abdul Rauf reiterou que não planejava se reunir com o pastor

Efe e AP

11 de setembro de 2010 | 03h21

O pastor radical Terry Jones, que tem atraído a atenção da mídia em todo o mundo por seus planos, já cancelados, de queimar exemplares do Corão, chegou neste sábado, 11, a Nova York com a intenção de reunir-se com o imã Feisal Abdul Rauf, de quem busca arrancar o compromisso que mudar a localização do centro islâmico que planeja construir em uma zona próxima ao lugar que ocupavam as Torres Gêmeas.

 

 

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O pastor se dirigiu a um grupo de jornalistas que lhe esperavam no aeroporto e declarou que não queria dizer nada "nestes momentos".

 

Um de seus colaboradores, K.A. Paul, reiterou à imprensa que o pastor havia desistido finalmente de realizar a queima dos 200 exemplares do Corão, dado que o suposto acordo com o imã para paralisar o projeto do centro islâmico, na realidade não existia.

 

Mesmo assim, o pastor indicou neste sábado, 11, em entrevistas com várias televisões que persistia em sua intenção de viajar a Nova York e reunir-se com o imã, coincidindo com o nono aniversário dos ataques do 11 de setembro.

 

Já o imã Feisal Abdul Rauf reenviou neste sábado um comunicado à imprensa em que afirmava que não planejava se reunir com o pastor.

 

"Estou disposto a reunir-me com qualquer um que tenha um compromisso sério com a busca da paz. Não há uma reunião deste tipo planejada neste momento", afirmou o imã no comunicado.

Além disso, reiterou que não mudaram os planos de construir o centro comunitário islâmico em um terreno localizado a tão somente duas maçãs do marco zero.

 

A construção do centro islâmico tem gerado uma forte polêmica entre quem vê neste projeto uma maneira de normalizar a situação da comunidade muçulmana de Nova York e quem considera que é uma falta de respeito com as vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001.

 

Afegãos pedem 'morte à América'

Lojas e postos policiais foram incendiados durante um protesto no Afeganistão depois do anúncio que o Corão poderia ser queimado nos Estados Unidos.

Milhares protestam e pedem em coro "morte à América" neste sábado, 11, na capital da província de Logar, Puli Alam.

 

Din Mohammad Darwish, porta-voz do governo da província, disse que a polícia deu tiros de advertência para o ar para prevenir os manifestantes sobre a proximidade da sede do governo. Ele disse que feridos não foram imediatamente reportados. Pelo menos 11 pessoas foram feridas em protestos parecidos no Afeganistão na sexta-feira, 10.

 

Texto atualizado às 5h

 

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