Pastor que teve apoio rejeitado por McCain pede desculpas

Reverendo John Hagee diz que separação é "melhor para os dois e para o país"

AP

23 de maio de 2008 | 19h54

O pastor John Hagee, que teve seus apoio rejeitado na última quinta-feira  pelo virtual candidato republicano John McCain após declarações polêmicas sobre Adolf Hitler, declarou nesta sexta-feira, 23, que foi "atacado e descaracterizado" pela mídia. Veja também:Assessor de McCain renuncia por não querer atacar ObamaObama elogia Hillary e critica McCain em viagem a FlóridaConheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  McCain rejeitou o apoio de Hagee na quinta-feira depois que uma gravação de 1990 foi divulgada. No áudio, Hagee sugere que Deus teria mandado Hitler para ajudar os judeus a voltarem a Israel. Em uma coletiva de imprensa nesta sexta, Hagge disse que sua separação de McCain é "melhor para os dois e para o país".   O apoio de Hagee ao senador republicano, anunciado há alguns meses, se provou problemático para McCain. Antes, em outra declaração polêmica, ele disse que a Igreja Católica é a "grande prostituta". Quando esta declaração veio à tona, McCain disse que não concordava com todas as opiniões de Hagee, mas que aceitava seu apoio. Em um tentativa de se desculpar com a Igreja, Hagge divulgou uma carta há poucas semanas onde disse se arrepender de qualquer comentário ofensivo aos católicos. Mas depois de ser confrontado com os sermões de Hagee sobre Hitler e Israel, McCain disse que eles eram "inaceitáveis" e rejeitou seu apoio. Nesta sexta-feira, Hagee declarou que não era de forma alguma condescendente com o holocausto ou com "o monstro que foi Adolf Hitler". "Eu devotei a maior parte de minha vida adulta para lutar contra um segundo Holocausto", disse Hagee, que não aceitou perguntas dos repórteres. O pastor estava acompanhado do rabino Aryeh Scheinberg, da Congregação Rodfei Shalom, uma sinagoga ortodoxa moderna. Scheinberg classificou como "irônico e absurdo" que as palavras de Hagee tenham sido classificadas como anti-semitas, porque ele estava baseado em uma leitura judaica do Holocausto judeu. "O pastor interpretou o trecho bíblico de um modo não muito diferente de algumas autoridades judaicas". Na última quinta-feira, McCain também rejeitou o apoio do pastor Rod Parsley, de Ohio, que fez críticas ao Islã.

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