Pentágono admite ter apoiado plano para armar rebeldes sírios

Líderes do Pentágono disseram nesta quinta-feira ao Congresso que apoiaram uma recomendação do Departamento de Estado e da Agência Central de Inteligência (CIA) para armar rebeldes sírios, mas que o presidente norte-americano, Barack Obama, decidiu contra isso.

Reuters

07 de fevereiro de 2013 | 20h54

Os rebeldes que lutam para derrubar o presidente sírio, Bashar al-Assad, recebem apenas assistência não letal do governo Obama. Embora recebam armas de países como Catar e Arábia Saudita, estão militarmente muito inferiorizados em relação às forças regulares sírias.

O conflito na Síria já dura 22 meses e, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), matou cerca de 60 mil pessoas.

O senador republicano John McCain, favorável ao envolvimento dos Estados Unidos com os rebeldes, criticou o governo Obama durante audiência. "Quantos mais precisam morrer antes que vocês recomendem a ação militar?", disse ele.

McCain então pressionou o secretário de Defesa, Leon Panetta, e o chefe do Estado-Maior, general Martin Dempsey, sobre sua posição diante das recomendações feitas no ano passado pelo Departamento de Estado e a CIA, favoravelmente à entrega de armas para os rebeldes.

Panetta e Dempsey disseram ter aprovado a proposta, mas o secretário mais tarde afirmou que "vários fatores" levaram Obama a vetar a iniciativa. Panetta disse que apoiou a decisão do presidente.

Foi a primeira vez que o Pentágono admite essa posição desde que o jornal The New York Times noticiou, em 2 de fevereiro, o plano desenvolvido em meados de 2012 por Hillary Clinton e David Petraeus, na época secretária de Estado e diretor da CIA, respectivamente.

O depoimento dos chefes de Defesa também sugere que a posição da Casa Branca sozinha pode ser suficiente para se sobrepor à opinião dos principais órgãos norte-americanos de política externa e segurança -os Departamentos de Estado e de Defesa, e a CIA.

(Reportagem de Phil Stewart e Patricia Zengerle)

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