Pentágono anuncia revisão de estratégias de informação bélica

Departamento suspeita que fundos foram usados em operações de espionagem não oficiais no Afeganistão

23 de março de 2010 | 23h25

Reuters

 

WASHINGTON- O Pentágono anunciou nesta terça-feira, 23, uma revisão de 15 dias das operações de inteligência nos esforços bélicos norte-americanos, devido a acusações contra um empregado que usou terceirizados para caçar militantes no Afeganistão.

 

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O Pentágono informou na semana passada que investiga a acusação de que um empregado do Departamento de Defesa, ao invés de entregar detalhes sobre o panorama tribal e social do Afeganistão a comandantes americanos, havia canalizado fundos para operações de espionagem não oficiais.

 

A revisão ordenada pelo secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, não irá interferir nesta investigação, mas revisará de modo geral as operações de inteligência do Pentágono, que recebem mais de US$ 500 milhões no ano fiscal de 2010.

 

"Esta investigação vai revisar de modo geral os programas de operações de informação e se há ou não uma supervisão apropriada, diretrizes, e esse tipo de coisas", disse à imprensa Geoff Morrell, porta-voz do Pentágono.

 

As operações de inteligência abarcam desde a guerra eletrônica até o recolhimento de dados de fontes abertas sobre o panorama tribal afegão, assim como a transmissão de mensagens militares na rádio local.

"Gastamos muito dinheiro nisso", disse Morrell. "O secretário quer garantir que os programas executados com esses fundos são realizados segundo nossas diretrizes e com a supervisão adequada, e que alcançam os objetivos desejados", acrescentou.

 

As acusações sobre as operações de espionagem não registradas, inicialmente detalhadas em uma matéria do jornal New York Times, se centraram em Michael D. Furlong, que, segundo o diário, contratou empresas de segurança privada que empregavam ex-agentes da CIA e das Forças Especiais.

 

Furlong negou qualquer crime e disse em uma entrevista na semana passada que seu programa de espionagem, atualmente suspenso, estava completamente autorizado pelo Exército norte-americano.

 

O Exército reconheceu que Furlong era um empregado civil no centro de operações de informação de guerra do comando dos EUA, que fica no Texas.

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