Pentágono divulga fitas de audiência com mentor do 11/9

Gravação de áudio foi realizada em Guantánamo com Khalid Sheikh Mohammed; Declarações foram cortadas

REUTERS

13 de setembro de 2007 | 17h00

O Pentágono divulgou nesta quinta-feira, 13, uma gravação de áudio de uma audiência realizada na base naval de Guantánamo com Khalid Sheikh Mohammed, mentor confesso dos atentados de 11 de setembro de 2001. Ouça a gravação Algumas declarações dele, porém, foram cortadas, porque o Pentágono considerou que as informações poderiam ser usadas por inimigos dos Estados Unidos para "recrutar ou encorajar futuros terroristas ou atividades terroristas". "Isso poderia acabar colocando em perigo as vidas e a integridade física de cidadãos norte-americanos e de nossos aliados", disse Bryan Whitman, porta-voz do Pentágono. Segundo ele, foram suprimidos cerca de dez minutos da audiência, que ocorreu em 10 de março e durou cerca de 40 minutos. Esse procedimento, realizado a portas fechadas na base naval em Cuba onde os EUA mantêm presos suspeitos de terrorismo, servia para que uma comissão militar determinasse se o paquistanês Mohammed poderia ser classificado como combatente inimigo. Na audiência, Mohammed disse ter organizado o 11 de Setembro e matado, meses depois, o jornalista norte-americano Daniel Pearl no Paquistão. Também reivindicou envolvimento em dezenas de outros planos. O Departamento de Defesa divulgara em março a transcrição da audiência, já com alguns trechos suprimidos. O Pentágono adotou como prática a divulgação do conteúdo das audiências com presos como Mohammed, que antes eram mantidos em prisões secretas da CIA. Num trecho que consta da transcrição, mas não da gravação divulgada, Mohammed lamenta a morte de 3.000 pessoas nos EUA - supostamente no 11 de Setembro de 2001. Mas sugere que se tratam de baixas naturais numa guerra. "Quero dizer que a linguagem da guerra são as vítimas", afirma ele na gravação.

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