Pentágono diz que aceitará gays nas Forças Armadas dos EUA

Exército acatará veto à lei 'don't ask, don't tell', mas afirma que medida pode ser derrubada em breve

AP,

19 de outubro de 2010 | 18h42

WASHINGTON- O Departamento de Defesa dos Estados Unidos afirmou nesta terça-feira, 19, que começou a aceitar a entrada de homossexuais declarados nas Forças Armadas, mas alertou para a possibilidade de que os aspirantes não consigam ficar no serviço militar por muito tempo.

 

O órgão disse que irá respeitar a decisão judicial que derruba a política "don't ask, don't tell", lei de 1993 que proibia gays e lésbicas assumidos de se recrutarem. O Departamento de Justiça apelou da sentença e pediu que a regra seja mantida enquanto não é derrubada pelo Congresso, mas a juíza federal Virginia Philips se disse ontem inclinada a não acatar o pedido.

 

A porta-voz do Pentágono, Cynthia Smith, confirmou hoje que deu instruções para que os recrutadores aceitem aspirantes que se declarem homossexuais. No entanto, eles devem ser advertidos de que a moratória sobre a proibição pode ser anulada a qualquer momento se a apelação for aceita.

 

O futuro incerto da lei tem causado confusão em uma instituição que tem discriminado os homossexuais, que eram totalmente proibidos de entrarem nas Forças Armadas em 1993 por não serem considerados compatíveis com o serviço militar.

 

Douglas Smith, porta-voz do Comando de Recrutamento do Exército com sede na base de Fort Knox, disse que mesmo antes do veto à lei, os recrutadores não questionavam os aspirantes sobre sua orientação sexual. A diferença agora, disse, é que admitirão a presença daqueles que se declarem abertamente homossexuais.

 

Contudo, foi reportado pelo menos um caso em que um gay foi rechaçado em um escritório de recrutamento do Exército em Austin, no Texas, após a derrubada da medida proibitiva.

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