Pentágono inaugura memorial pelo ataque de 11 de Setembro

O presidente George W. Bushinaugurou na quinta-feira no Pentágono o primeiro grandememorial às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001, umataque deixou quase 3.000 mortos. "Sete anos atrás a esta hora um malfadado avião mergulhoudo céu, rachou a pedra e o aço deste prédio e mudou o nossomundo para sempre. Os anos que se seguiram viram a justiça serfeita para os homens maus nas batalhas travadas em terrasdistantes", resumiu Bush. Ao som de um coral, militares em trajes de gala descerraramos 184 bancos de granito e aço no parque memorial,representando cada uma das vítimas do ataque aéreo da Al Qaedacontra o Pentágono e dispostos segundo suas idades -- umprojeto dos arquitetos nova-iorquinos Beckman e Keith Kaseman. "Desde o 11 de Setembro nossas tropas levaram a luta contraos terroristas para o exterior, para que não tenhamos deenfrentá-los aqui em casa", disse o presidente, numa cerimôniaque teve a participação do ex-secretário de Defesa DonaldRumsfeld, que estava no Pentágono no momento do ataque. "Graças aos bravos homens e mulheres, e a todos os quetrabalharam para nos manter seguros, não há outro grande ataqueem nosso solo há 2.557 dias", afirmou Bush, sob aplausos. O vôo 77 da American Airlines, que decolara pouco antes doaeroporto internacional Dulles, em Washington, atingiu a sededo Departamento de Defesa às 9h37 daquele dia, matando 125pessoas no solo e os 64 ocupantes do avião (entre os quaiscinco sequestradores suicidas). Naquele mesmo dia, dois aviões atingiram as torres gêmeasdo World Trade Center, em Nova York, matando mais de 2.700pessoas. Um quarto avião caiu num campo da Pensilvânia. Parentes e amigos dos mortos se reuniram na quinta-feiranum parque perto do World Trade Center, segurando retratos deseus entes queridos. Gaiteiros e percussionistas das bandas dapolícia e dos bombeiros acompanharam a cerimônia. Uma rampa com bandeiras do mundo todo leva ao buraco noterreno, onde um poço circular contém dois quadrados querepresentam as "pegadas" das torres. O candidato republicano à Presidência, John McCain,participou de uma cerimônia no local da queda do quarto avião,onde morreram 40 passageiros e tripulantes, além de 4sequestradores. Gordon Felt, irmão de uma vítima da Pensilvânia, disse queo 11 de Setembro corre o risco de se apagar da lembrança dosnorte-americanos mais jovens. "Fiquei chocado com a percepçãode que para uma nova geração de crianças não afetadasdiretamente pela perda de um ente querido, o 11 de Setembro setornou parte da História", disse ele no memorial que fica sobreum morro próximo ao local da queda. (Reportagem adicional de Jeremy Pelofsky em Washington,Daniel Trotta em Nova York e Jason Szep em Shanksville)

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