Pentágono mobiliza Exército para passagem do Ike nos EUA

Milhares de pessoas deixam o litoral; ciclone pode ganhar força e passar pela cidade de Houston na categoria 3

Agências internacionais,

12 de setembro de 2008 | 14h06

O Pentágono informou nesta sexta-feira, 12, que destacou cerca de 1.500 soldados americanos para entrar em ação durante a passagem do furacão Ike. Aviões do Exército estão sendo enviados para proteger bases militares no interior dos Estados Unidos. O furacão Ike, de categoria 2, move-se em direção ao Texas e pode atingir a cidade de Galveston nesta sexta ou na manhã do sábado, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês).  Veja também:Imagens da passagem do Ike  Há pouco, os ventos de Ike alcançavam cerca de 168 km/h, mas ele pode ganhar força, passando para a categoria 3, com ventos de pelo menos 178 Km/h, antes de atingir o solo. Segundo Bryan Whitman, porta-voz do Pentágono, o Exército está enviando o USS Nassau, um navio anfíbio, de Norfolk, na Virginia, para a região do Golfo do México. O navio está transportando helicópteros, aparatos de aterrissagem e uma equipe de ajuda humanitária. O Exército identificou seis bases no sudeste dos EUA que serão utilizadas como base logística para ajuda após a passagem do furacão. Além disso, aviões das bases aéreas americanas do Texas estão sendo deslocando para lugares mais seguros. Segundo Whitman, o Exército já retirou 400 pacientes de hospitais das cidades de Corpus Christi e Beaumont, no Texas, e distribuiu 11 milhões de "refeições prontas para comer" no Texas e na Louisiana. Caminhões cisterna e equipamentos para a remoção de escombros estão sendo posicionados. A tempestade ameaça Houston, a quarta cidade mais populosa dos EUA e grande produtora da indústria do petróleo. Muitos relembraram a caótica retirada dos mais de 2 milhões de moradores da cidade em 2005, durante a passagem do furacão Rita. O Serviço Nacional de Meteorologia (NWS, na sigla em inglês) dos EUA disse que o Ike pode provocar danos semelhantes aos do Rita, o quarto mais intenso da história. Ele atingiu o continente pouco depois do Katrina, em 2005, matou mais de 100 pessoas e causou mais de US$ 10 bilhões de prejuízos. Na ocasião, as instalações petrolíferas foram obrigadas a fechar e os preços do petróleo dispararam. Foram emitidas ordens de evacuação para alguns condados no Texas, e a inundação na zona costeira pode levar semanas para ser contida. "As pessoas que não atenderem as ordens de evacuação em residências unifamiliares de um ou dois andares encontrarão a morte certa", disse o Serviço de Meteorologia. Durante quase 48 horas, o ciclone atravessou a ilha cubana de leste a oeste com chuvas torrenciais e ventos que mataram pelo menos quatro pessoas e provocaram extensos danos materiais. Esta é a primeira vez em anos que um furacão causa mortes na ilha. O NHC acredita que o Ike voltará a ser um furacão de grande intensidade conforme atravessar as águas quentes do Golfo, possivelmente de categoria 3 ou 4 na escala Saffir-Simpson - que vai até 5 - antes de atingir a costa do Texas. O ciclone deixou ainda pelo menos 66 mortos durante a passagem pelo Haiti, e em Cuba obrigou a retirada de mais de um milhão de pessoas de áreas de risco, 10% dos 11,2 milhões de habitantes da ilha, segundo fontes oficiais. A capital, Havana, está sem eletricidade desde segunda-feira por conta dos cortes preventivos de energia, além de ter sofrido vários deslizamentos de terra. A atual temporada de furacões do Atlântico, entre 1 de junho e 30 de novembro, já formou cinco ciclones. Os meteorologistas adiantaram que este seria um período muito ativo, com a possibilidade da formação de 14 a 18 tempestades tropicais, dentre as quais de sete a dez poderiam se transformar em furacões.

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