Pentágono não pode ter orçamento inferior a US$ 540 bilhões, diz Gates

Verba apresentada pelo secretário de Defesa está abaixo do que foi previsto pelo presidente Obama

Associated Press

14 de fevereiro de 2011 | 20h04

WASHINGTON - O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, disse nesta quarta-feira, 14, que o Pentágono pode passar 2012 com um orçamento menor que o previsto pelo presidente Barack Obama, mas afirmou que essa quantia não pode ser inferior a US$ 540 bilhões. O valor estipulado por Gates está "apenas" US$ 9 bilhões abaixo do previsto pela Casa Branca.

 

Segundo Gates, o fato de o Congresso americano não ter conseguido aprovar um novo orçamento para 2011 faz com que o Departamento de Defesa mantenha os níveis de baixos gastos. Esses limites, diz o secretário, podem se tornar uma crise se não forem corrigidos em breve.

 

Com o orçamento de 2012, Gates disse que destinará mais recursos para os quase 100 mil soldados mantidos pelos EUA no Afeganistão, apesar de a estratégia de Obama prever o início da retirada das forças americanas do país asiático em julho. O secretário argumenta que, embora o número de militares vá ser reduzido, o governo não sabe quantos soldados serão necessários para manter as atividades na guerra contra o Taleban.

 

De acordo com o orçamento de 2012, US$ 118 bilhões serão destinados às guerras do Iraque e do Afeganistão. Em 2011, a verba era de US$ 160 bilhões. Parte do dinheiro será destinada ao treinamento e ao aparelhamento da força policial no Afeganistão, mas autoridades dizem que o contingente afegão de 305 mil militares não é o suficiente, e não há dinheiro a ser investido na ampliação do efetivo.

 

O período referente ao orçamento de 2012 começa no dia 1º de outubro deste ano. A verba de US$ 3,7 trilhões proposta por Obama nesta segunda ainda deve passar pela aprovação do Congresso americano. A Casa Branca informou que o valor tem o objetivo de reduzir o déficit americano em US$ 1,1 trilhão em dez anos.

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