Pentágono nega que bombardeiros russos sobrevoaram Guam

Bombardeiros russos não sobrevoaramGuam ou chegaram perto o suficiente de quaisquer naviosnorte-americanos para fazer com que as aeronavesnorte-americanas reagissem, informou o Pentágono nestasexta-feira, rejeitando um comunicado russo de que osbombardeiros sobrevoaram território dos EUA. De acordo com autoridades do Pentágono, duas aeronavesforam detectadas na quarta-feira sobrevoando o sul em direção àilha do Pacífico. Mas elas não chegaram perto o suficiente paraque aviões norte-americanos interceptassem os vôos. "Forças norte-americanas estavam preparadas parainterceptar os bombardeiros, mas eles nunca chegaram perto osuficiente do navio da Marinha dos EUA ou de Guam parajustificar um aviso de interceptação ar-ar", disse otenente-comandante Chito Peppler, porta-voz do Pentágono. Outra autoridade de defesa disse que os bombardeiros russosestavam cerca de 490 Km de Guam e cerca de 160 Km de quaisqueraeronaves norte-americanas, que sobrevoavam a área como partede um exercício de treinamento. Isso contrariou os comentários do chefe de aviação de longoalcance da Força Aérea russa, major-general Pavel Androsov, deque o Exército russo retomou as missões de longa distância aoestilo da Guerra Fria em área patrulhadas pelos EUA. Androsov disse que um bombardeiro estratégico russosobrevoou a base naval norte-americana em Guam. Ele disse quepilotos norte-americanos rastrearam as aeronaves russas e queos pilotos russos e norte-americanos "trocaram sorrisos". Seus comentários acontecem em meio a relações conturbadasentre Washington e Moscou, causadas em parte pelos planos dosEUA de colocar unidades de defesa de mísseis em territórios deex-aliados da União Soviética.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.