Pentágono pede pena de morte a suposto membro da Al-Qaeda

Ahmed Ghailan, preso em Guantánamo, é acusado de participação em atentados contra embaixadas americanas

Efe,

31 de março de 2008 | 19h30

O Pentágono pediu nesta segunda-feira, 31, a pena de morte para Ahmed Khalfan Ghailan, suposto membro da Al-Qaeda, detido na prisão de Guantánamo, por suposta participação nos atentados de 1998 contra a embaixada americana na Tanzânia.  Veja também:Al Qaeda está recrutando combatentes 'ocidentais', diz CIA O Departamento de Defesa apresentou as denúncias contra Ghailan por assassinato na violação da lei de crimes de guerra, assassinato de pessoas protegidas e terrorismo, entre outras alegações, informou o assessor de Assuntos Legais do Pentágono, general Thomas Hartmann. Em 7 de agosto de 1998, carros-bomba explodiram junto às embaixadas americanas em Nairóbi, capital do Quênia, e em Dar es Salaam, a maior cidade da Tanzânia. No ataque de Nairóbi morreram pelo menos 213 pessoas, entre elas 12 americanos. Outros 5 mil ficaram feridos. No Quênia, dez pessoas morreram e dezena de outras ficaram feridas. Das nove acusações que Ghailani - detido em julho de 2004, Paquistão - responderá, seis são passíveis de pena de morte, disse Hartmann. Para ser condenado à morte, os magistrado militar, de ao menos 12 jurados, tem de tomar a decisão por unanimidade. No ano passado, o preso confessou sua participação nos ataques e pediu desculpas por ter fornecido equipamentos aos terroristas, ao afirmar que não sabia que iam ser utilizados no ataque a embaixada americana na Tanzânia.  O Departamento de Defesa americano disse que o acusado comprou explosivos e detonadores em várias ocasiões, e transportou o material a Dar es Salaam. O Pentágono acusa ainda Ghailani de apoiar o terrorismo, por "continuar a prestar serviços a Al-Qaeda após os ataques como falsificador de documentos, treinador físico e guarda-costas do líder da organização, Osama bin Laden. O detido declarou que não é um membro da organização, mas que "já trabalhou" para o grupo. Este é o sétimo caso em que o Pentágono pede a pena de morte a supostos terroristas. Em fevereiro, o departamento pediu a pena máxima para seis presos de Guantánamo, acusados de ligação aos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

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