Pentágono pede que imprensa não publique documentos do WikiLeaks

Site deve divulgar em breve mais de 400 mil relatórios dos Estados Unidos sobre a guerra do Iraque

Efe,

18 de outubro de 2010 | 18h10

WASHINGTON- O Pentágono pediu nesta segunda-feira, 18, à imprensa que não publique documentos que venham a ser divulgados pelo site WikiLeaks, especializado em vazar informações sigilosas.

 

Segundo o Departamento de Defesa, o WikiLeaks deve publicar em breve cerca de 400 mil documentos procedentes de uma base de dados militar sobre a guerra do Iraque.

 

"A imprensa precisa ter cuidado. Não queremos que o WikiLeaks, como organização, ganhe credibilidade se meios com credibilidade divulgarem suas informações", afirmou o coronel de Infantaria de Marina David Lapan, porta-voz do Pentágono.

 

Com o objetivo de preparar-se para nova enxurrada de informações sigilosas, o Departamento de Defesa constituiu um grupo de trabalho de 120 pessoas para revisar as bases de dados sobre o Iraque no Pentágono e determinar "qual poderia ser o impacto" da publicação.

 

O órgão considera que os documentos que poderiam ser divulgados são relatórios de campo sobre a guerra do Iraque, conhecidos como "Significant Activities".

 

Se eles forem publicados, o vazamento seria muito maior que o de julho, quando 92 mil relatórios secretos das Forças Armadas dos EUA sobre o Afeganistão foram divulgados.

 

As informações seriam publicadas em um momento delicado para o Iraque, onde os partidos políticos tentar formar um Governo de coalizão e as forças de combate americanas completaram sua retirada em agosto.

 

Os EUA mantêm ainda no Iraque cerca de 50 mil soldados. Até o fim de 2011 todos deverão deixar o país.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.