Pentágono procura paciência na 'montanha russa' afegã

Nova estratégia sofre com contratempos, mas é vista como positiva por governo de Obama

AP

16 de junho de 2010 | 12h50

WASHINGTON - Altos funcionários do Pentágono pediram ao Congresso paciência nesta quarta-feira, 16, apesar dos contratempos na guerra do Afeganistão, descrevendo o conflito como uma "montanha russa" de altos e baixos e insistindo que progresso está sendo feito.

 

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e os planejadores do Pentágono estão agora na defensiva devido à crescente ansiedade sobre uma estratégia de guerra de seis meses de duração, que legisladores temem estar falhando e se tornando um conflito custoso e impopular, no qual as casualidades estão subindo.

 

A estratégia está se desdobrando com tropas americanas no sul do Afeganistão, o berço da insurgência Taleban, antes de começar uma retirada gradual em julho de 2011, se as condições permitirem.

 

O general americano David Petraeus, que coordena a guerra afegã como chefe do Comando Central dos EUA, reconheceu em testemunho no Senado alguns contratempos, mas insistiu que operações de contra-insurgência não são fáceis.

 

De maneira geral, a situação está melhorando, ele disse.

 

"É realmente (uma experiência) de 'altos e baixos', quando você está vivendo isso, quando está fazendo isso", disse Petraeus ao Comitê de Serviços Armados do Senado.

 

"Mas na minha visão, a trajetória tem sido positiva, apesar das duras perdas, apesar das reviravoltas".

 

No começo da audiência de dois dias na terça-feira, o senador John McCain disse que ele estava profundamente preocupado com as tendências do conflito que já dura quase nove anos, e disse que a campanha americana poderia estar apontando para uma "crise".

 

McCain, um republicano que perdeu para Obama nas eleições presidenciais de 2008, expressou ceticismo sobre os planos para julho de 2011, dada a violência e falta de lei no país.

 

A estratégia tocou num ponto delicado no Pentágono, onde algum estão preocupado de que a negatividade está minando a opinião pública sobre a estratégia de Obama antes mesmo que essa tenha chance de ser posta em prática. Cerca de um terço dos 30.000 reforços enviados por Obama em dezembro já chegaram ao Afeganistão.

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