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Pentágono rejeita relatório e se diz pronto para ataque interno

O Pentágono reiterou na sexta-feiraque está preparado para reagir a um ataque com armas dedestruição em massa em território norte-americano, rejeitandoassim a crítica de uma comissão independente criada peloCongresso. Mas as autoridades admitiram sua insatisfação com ospreparativos para alguns dos 15 cenários catastróficos para osquais o governo deveria se precaver, como um ataque nuclear ouuma série de ataques com armas químicas em vários pontos dopaís. Paul McHale, secretário-assistente de Defesa para questõesde segurança doméstica, disse que os planos para essascontingências serão melhorados neste ano. "Estamos preparadospara reagir. Mas não estamos preparados para reagir com arapidez, a eficiência e a eficácia que pretendemos alcançar." Ele disse que há planos detalhados contra um grande furacãoou a uma pandemia de gripe, bem como para operações bélicas. Mas quando se trata de reagir a um ataque nuclear, a umasérie de bombas "sujas" (com radiação) ou à difusão do antrazsob a forma de aerossol e de armas químicas por todo o país,então os atuais planos são realmente inadequados, disse McHale. "Essa é uma admissão franca, uma admissão direta de que nãoestamos onde deveríamos estar", afirmou ele. No entanto, o secretário-assistente rejeitou as críticasfeitas na quinta-feira pela Comissão sobre a Guarda e a ReservaNacionais, presidida pelo general da reserva Arnold Punaro. Punaro qualificou como "totalmente inaceitáveis" os planoscontra um ataque interno, e a comissão se disse especialmentepreocupada com a "assustadora" falta de soldados treinados paraessa situação. McHale disse que o Pentágono concorda com algumas propostasda comissão --inclusive sobre a liderança da Guarda Nacionalnesses cenários--, mas disse que há elementos centrais dorelatório que foram distorcidos. A Guarda Nacional é uma força com soldados de "meioperíodo", com mandato para servir como defesa civil em caso deemergência, sob o comando dos governos estaduais, ou para lutarno exterior, sob a esfera federal. O Pentágono mandou milhares de soldados da Guarda Nacionalpara o Iraque e o Afeganistão, o que permitiu, segundo orelatório entregue ao Congresso, que os EUA travassem duasguerras simultâneas sem recorrer ao alistamento obrigatório. O governo rejeitou a proposta da comissão para que a GuardaNacional se dedique integralmente à segurança doméstica,deixando os combates no exterior para as forças regulares. O general Steven Blum, comandante da Guarda, disse que seisso acontecesse as forças regulares precisariam ser aumentadasem cerca de 30 por cento e possivelmente não seria possívelmanter o alistamento exclusivamente voluntário.

KRISTIN ROBERTS, REUTERS

01 de fevereiro de 2008 | 22h18

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