Pequim critica encontro de Bush com ativistas chineses

China pede para Casa Branca deixar de "tomar decisões que possam prejudicar as relações" entre os dois países

Efe,

31 de julho de 2008 | 02h27

A reunião do presidente americano, George W. Bush, com vários ativistas chineses pró-direitos humanos gerou fortes críticas de Pequim, informa nesta quinta-feira, 31, a imprensa estatal. O governo pediu para a Casa Branca deixar de "tomar decisões que possam prejudicar as relações entre China e Estados Unidos". "Sob a bandeira dos direitos humanos e da religião, essas pessoas danificaram a segurança nacional e a estabilidade social", assegurou o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Liu Jianchao, citado pela agência Xinhua. Na terça-feira passada, Bush se reuniu na Casa Branca com reconhecidos ativistas chineses no exílio, como a independentista uigur Rabiya Kadeer, o escritor Wei Jingsheng (preso nos anos 80 e 90 por sua oposição a Deng Xiaoping) e o ativista Harry Wu, entre outros. Liu assegurou que com este encontro, que acontece faltando poucos dias para a viagem de Bush a Pequim para a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, "os EUA interferiram com rispidez nos assuntos internos da China e sua situação religiosa". "Expressamos nosso forte desagrado e nossa firme oposição a isto", concluiu o porta-voz.

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