Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Piloto é considerado herói por 'milagre no rio Hudson'

Profissional com 40 anos de experiência consegue evitar desastre e salva 155 pessoas a bordo de avião em NY

Agências internacionais,

16 de janeiro de 2009 | 07h49

Os passageiros da aeronave da US Airways que caiu na tarde de quinta-feira, 15, no rio Hudson, em Nova York, elogiaram as ações e a coragem do piloto, que conseguiu evitar um desastre e salvou todas as 155 pessoas a bordo. Com 40 anos de experiência na indústria da aviação, Chesley B. "Sully" Sullenberger, ex-piloto da Força Aérea americana, que está na companhia desde 1980, conseguiu aterrissar com calma o avião nas águas do rio com as duas turbinas com problemas. Ele ganhou até uma comunidade no site de relacionamentos Facebook, "Fãs de Sully Sullenberger".   Veja também Pássaros já causaram 668 acidentes aéreos nos EUA Avião com mais de 150 pessoas cai em rio de Nova York Galeria de fotos do resgate    Antes da queda, o piloto havia alertado aos controladores de voo do aeroporto que o avião havia sido atingido por pássaros. Um controlador pediu que ele retornasse ao Aeroporto de La Guardia, mas o piloto localizou outro aeroporto debaixo dele - o Teterboro, em New Jersey - e pediu para aterrissar lá. Mas não conseguiu evitar a queda do Airbus no Rio Hudson, na altura da Rua 48, no centro de Manhattan. Sullenberger então ajudou os passageiros a escapar em botes de resgate, e andou duas vezes pela aeronave para garantir que ninguém estivesse no local antes do equipamento afundar.    "Nós tivemos um milagre no Hudson", afirmou o governador de Nova York, David Patterson. Por alguns momentos, o avião ficou submerso até a altura das janelas nas águas frias do rio - a temperatura média em Nova York ontem era de -6°C. Pouco a pouco, o Airbus parecia afundar. Equipes de resgate abriram as portas do avião para retirar os passageiros, que usavam coletes salva-vidas. A região foi totalmente cercada por balsas e barcos. O Departamento de Polícia de Nova York enviou uma equipe de mergulhadores para ajudar no resgate das vítimas.   Jeff Kolodjay, um dos passageiros do Airbus, afirmou que antes da colisão foi possível escutar uma explosão. "O motor explodiu e havia fogo por todos os lados", disse Kolodjay, de Connecticut. Segundo ele, o capitão pediu a todos que adotassem a posição de impacto, advertindo que o avião ia cair. "Algumas pessoas sangraram porque atingimos a água com muita força. Foi muito assustador". Outro passageiro, Alberto Panero, disse à rede CNN: "Foi simplesmente incrível todos terem sobrevivido."   Especialistas em aviação disseram que a aterrissagem de emergência de um avião comercial na água sem que o avião se partisse foi algo extraordinário. "Uma aterrissagem na água é geralmente mais destrutiva que a terrestre. É fantástico um jato Airbus conseguir aterrissar em um rio sem se partir", disse Max Vermij, especialista em acidentes aéreos. Ele especulou que provavelmente o avião atingiu a água a uma velocidade de aproximadamente 140 nós. "Geralmente as asas e as turbinas são arrancadas com o impacto e a água entraria no avião afetando a fuselagem."     A fabricante europeia Airbus enviará uma equipe de especialistas a Nova York para examinar o aparelho A320, que caiu sobre o rio Hudson. "A investigação é responsabilidade absoluta das autoridades relevantes e seria inadequado que a Airbus entrasse em qualquer tipo de especulação sobre a causa do acidente", disse a empresa em comunicado.   A Airbus enviará uma equipe de especialistas para dar "assistência técnica total" à Junta Nacional de Segurança no Transporte dos Estados Unidos (NTSB, na sigla em inglês) e ao Escritório de Pesquisas e Análise da França, encarregados de esclarecer o fato. A fabricante do aparelho propriedade da US Airways disse que a aeronave foi entregue em 2 de agosto de 1999 à companhia aérea e que era equipada com motores CFM 56-5B4/P.

Tudo o que sabemos sobre:
acidente aéreoEUANova York

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.