Pilotos violaram claramente normas da empresa, diz CEO da Delta

O executivo-chefe da Delta Air Lines Inc. disse na quinta-feira que a empresa vai avaliar o caso dos pilotos de um voo da Northwest Airlines que passou do seu destino, já que o uso de laptops na cabine do avião é uma clara violação das normas da companhia aérea.

REUTERS

29 de outubro de 2009 | 18h17

No começo desta semana, as autoridades do setor de regulamentação aérea dos Estados Unidos revogaram a licença dos dois pilotos da Northwest, que admitiram ter perdido sua posição durante o voo de 21 de outubro porque usavam laptops e discutiam sobre a política da empresa.

Os pilotos do voo 188 da Northwest, que ia de San Diego a Minneapolis, perderam contato com controladores aéreos por mais de uma hora e passaram mais de 240 quilômetros do aeroporto de Minneapolis-St Paul, disseram autoridades da aviação.

"A melhor maneira de eu descrever o incidente a vocês é: 'nós não operamos aviões desse modo'", disse o executivo-chefe da Delta, Richard Anderson, em uma mensagem gravada a empregados da companhia. "Nós operamos profissionalmente, nós seguimos nossos procedimentos padrão nas operações ..."

Anderson acrescentou que "ter laptops abertos em uma cabine de avião foi uma clara violação de nossas regras" e disse que o incidente foi uma "anomalia".

Os pilotos disseram ao Conselho Nacional de Segurança em Transporte (NTSB, na sigla em inglês) que "perderam a noção do tempo" durante uma conversa sobre a nova escala de trabalho da tripulação. Como parte da discussão, eles usavam seus computadores pessoais, disseram autoridades.

A Delta informou ter suspendido os pilotos, identificados como Timothy Cheney e Richard Cole, enquanto espera o resultado da investigação da NTSB e de uma averiguação interna da companhia.

"Isto é de fato algo básico ao conduzir um avião: que você esteja atento e atue com profissionalismo," acrescentou Anderson na mensagem. "Aquela tripulação não fez isso e nós vamos agir em relação a isso da maneira apropriada".

A Delta se tornou a maior companhia aérea do mundo quando comprou a Northwest um ano atrás.

(Reportagem de Karen Jacobs e John Crawley)

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