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Pivô da crise de Spitzer 'não quer ser considerada um monstro'

Aspirante à cantora, garota de programa de 22 anos não fala de encontros com o ex-governador de Nova York

Agências internacionais,

13 de março de 2008 | 08h06

Ashley Alexandra Dupré, a mulher conhecida como Kristen nos jornais no mundo todo, deixou sua casa aos 17 anos e chegou a Nova York para trabalhar em nightclubs como uma cantora de rhythm & blues. Agora, aos 22 anos, ela foi, sem intenção, pivô da crise que derrubou o ex-governador de Nova York, Eliot Spitzer, após o escândalo sobre o envolvimento com a rede de prostituição de luxo.  Veja também:Internautas aprovam renúncia de Spitzer"Respeitem a dor das mulheres" Spitzer impôs duplo estrago a Hillary ClintonEscândalos sexuais na política americanaVeja as imagens    Kristen é a garota de programa identificada em uma escuta telefônica feita por federais americanos com quem Spitzer teria marcado um encontro no dia 13 de fevereiro no Mayflower Hotel, em Washington. Nos últimos dias, evitou deixar o apartamento em que vive em Manhattan - assim como Spitzer, que buscava um meio de remediar a crise com a família e apoiadores. Segundo conversas gravadas, o governador teria desembolsado US$ 4.300 (cerca de R$ 7.300) por quatro horas da companhia de uma garota identificada como Kristen. Spitzer, porém, teria usado apenas duas horas porque tinha de trabalhar cedo no dia seguinte.  Em uma série de entrevistas telefônicas na noite de terça-feira, ela afirmou que tem dormido pouco na última semana por conta do estresse com o caso. "Não quero ser conhecida como um monstro", disse a jovem. Ashley Alexandra Dupré, cujo verdadeiro nome é Ashley Youmans, tem fala suave e, com bom humor, afirma que "esse é um período muito difícil. É complicado". Na segunda-feira, fez uma breve aparição diante da Justiça, acompanhada de um advogado, quando foi escalada para ser uma das testemunhas contra quatro pessoas acusadas de comandar a rede de prostituição operada pelo Emperor’s Club VIP. Spitzer está sendo investigado por promotores federais pela tentativa de esconder o destino do pagamento dos programas - o dinheiro, que pode chegar a US$ 80 mil (cerca de R$ 136 mil), era depositado na conta de empresas fantasmas - e por ter-se envolvido com uma prostituta e deslocado a mulher entre Estados (ação criminosa nos EUA). Kristen não ser acusada formalmente pela Justiça. O advogado que a representa, Don D. Buchwald, disse aos juízes na segunda que ela teria sido intimada para testemunhas diante do grande júri sobre a investigação. Kristen disse que estava preocupada sobre como pagaria o seu aluguel desde que o homem com quem vivia "a abandonou", depois que ela teria descoberto que ele seria pai de duas crianças. Ela disse que chegou a considerar um emprego no restaurante de um amigo ou, assim que o aluguel do apartamento vencesse, voltar a viver com sua família em Nova Jersey para "descansar". Ela não contou quando começou a trabalhar para o Emperor’s Club, quantos programas conseguiu com a rede ou quantos os encontros teve com o governador Spitzer. Música é sua grande paixão, e em sua página no MySpace, Kristen menciona Frank Sinatra, Christina Aguilera e Lauryn Hill, além de outras influências como o irmão, Kyle. Ela conta que deixou "uma família quebrada", foi abusada, de acordo com o seu perfil no site, e usou drogas. "Aprendi como é ter tudo e perder tudo", escreveu. "Mas consegui. Ainda estou aqui, e amo quem sou. Se eu nunca passasse por momentos difíceis, não seria capaz de apreciar os bons momentos. É clichê, mas sei que é verdade." A mãe de Ashley, Carolyn Capalbo, 46 anos, disse que depois que a filha terminou o segundo ano do ensino médio, ela se mudou para a Carolina do Norte. "Ela foi uma adolescente com um típico comportamento revoltado, mas somos muito próximas agora".  No site do Emperor’s Club, Kristen é descrita como "americana, 'petite' (delicada em francês), moreninha". Ela aparentemente cobra cerca de US$ 1 mil a hora (cerca de R$ 1.700) e tem metade dos sete diamantes que avaliam as prostitutas. As garotas com sete "diamantes" chegam a cobrar US$ 5.500 por hora (cerca de R$8.500). (Com The New York Times)

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