Plano de Obama para saúde não é 'palavra final', diz Casa Branca

A nova proposta de reforma da saúde divulgada na segunda-feira pelo presidente Barack Obama não se propõe a ser a última palavra sobre o tema, informou a Casa Branca nesta quarta-feira, adotando um tom conciliador na véspera de uma reunião com republicanos.

PATRICIA ZENGERLE, REUTERS

24 de fevereiro de 2010 | 18h50

"É importante entender que esta proposta não se destina a ser a palavra final a respeito da legislação", disse por email Nancy-Ann DeParle, diretora do Escritório de Reforma da Saúde da Casa Branca.

Parlamentares republicanos estão unidos contra os planos democratas para uma abrangente reforma na saúde pública, e a previsão é de que permaneçam assim depois da "cúpula" de quinta-feira com Obama e outros líderes democratas.

DeParle disse em sua mensagem, enviada a uma lista de destinatários da Casa Branca, que Obama quer trabalhar com ambos os partidos na busca por um consenso na cúpula.

"Na reunião bipartidária de quinta-feira o presidente vai continuar a trabalhar com membros de ambos os partidos para encontrar um terreno comum e buscar melhores ideias que irão ajudar as famílias e os pequenos empresários norte-americanos a terem maior controle sobre seu próprio serviço de saúde", escreveu ela.

Os republicanos temem que o encontro seja uma armadilha para marcá-los como o "partido do não" antes que a bancada governista tente conciliar os projetos aprovados na Câmara e no Senado, sem a necessidade do apoio da oposição.

"O plano que vimos na segunda-feira dificilmente será um ponto de partida para a discussão bipartidária a respeito de reformas com bom senso", disse no plenário o líder republicano no Senado, Mitch McConnell.

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