Polícia cerca acampamento em Los Angeles, mas não desocupa

Agentes da tropa de choque da polícia de Los Angeles cercaram durante a madrugada um acampamento de manifestantes anticapitalistas, mas não avançaram para dissolvê-lo.

MARY SLOSSON, REUTERS

28 de novembro de 2011 | 20h29

Os manifestantes, ligados ao movimento Ocupe Wall Street, haviam desrespeitado a ordem para abandonar até meia-noite (hora local) o parque em frente à prefeitura.

Após um tenso impasse com os manifestantes, a polícia conseguiu liberar pela manhã ruas que estavam bloqueadas. Durante a noite, o parque chegou a reunir 2.000 ativistas, e muitos deles continuavam em frente à prefeitura pela manhã.

Quatro manifestantes foram detidos durante um rápido confronto, acusados de participarem de uma assembleia ilegal. No final, a polícia deixou o local.

Mais tarde, advogados do movimento Ocupe Los Angeles solicitaram uma liminar à Justiça federal proibindo a polícia de dissolver o acampamento. Eles alegam que o prefeito Antonio Villaraigosa e o chefe de polícia Charlie Beck violaram os direitos civis dos manifestantes ao exigirem a dispersão deles.

O acampamento de Los Angeles surgiu há várias semanas, e foi tolerado pelas autoridades enquanto várias outras cidades dos EUA dissolviam acampamentos semelhantes - inclusive o que deu origem ao movimento, no parque Zuccotti, em Nova York.

Mas Villaraigosa afinal exigiu que os manifestantes deixassem o local na madrugada de segunda-feira. Cerca de duas horas após o fim do prazo, comandantes policiais disseram que esperariam até o amanhecer. Mais tarde, o comandante policial Andrew Smith afirmou ser "altamente improvável" que o acampamento fosse desmontado na segunda-feira.

No outro lado dos EUA, o prazo dado pelas autoridades de Filadélfia para a desmontagem de um acampamento semelhante terminou às 17h de domingo, e nada aconteceu.

Dezenas de pessoas obedeceram à ordem de desocupação, mas muitas barracas e outras estruturas permaneceram montadas. Fontes policiais disseram que as autoridades esperam que o restante dos ativistas se transfira voluntariamente, e que nenhuma ação relevante está prevista para antes da terça-feira.

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