Polícia da Califórnia busca homem que matou três por vingança

Uma enorme perseguição estava em andamento nas montanhas da Califórnia, nesta sexta-feira, a um policial demitido acusado de três assassinatos e que declarou guerra contra policiais e suas famílias em um manifesto publicado na Internet.

BRANDON LOWREY, Reuters

08 de fevereiro de 2013 | 13h53

As forças policiais vasculharam durante a noite as encostas em torno de uma área de esqui, numa caçada a Christopher Dorner, de 33 anos. As autoridades disseram que ele deve estar fortemente armado e que elaborou uma lista de outras vítimas em potencial. Dorner teve treinamento militar.

"Nós não sabemos o que ele vai fazer. Nós sabemos o que ele é capaz de fazer e precisamos encontrá-lo", afirmou Cindy Bachman, porta-voz da polícia em San Bernardino, na Califórnia, falando a repórteres na estância de Big Bear Lake, na noite de quinta-feira.

A polícia usa cães farejadores e helicópteros equipados com equipamento infravermelho para localizar o ex-reservista da Marinha, que deve ter em mãos pelo menos um fuzil de assalto.

Uma mensagem deixada por ele no Facebook sugere que dispõe de um arsenal maior. "Não usem aeronaves ou helicópteros. SA-7 Manpads estarão esperando", escreveu Dorner , em uma referência a um sistema portátil de lançamento de foguetes.

"A violência da ação será elevada ... Eu vou levar a guerra não convencional e assimétrica para aqueles em uniforme da LAPD (Los Angeles Police Department) , estejam em serviço ou fora dele", escreveu Dorner.

A polícia disse ter tomado medidas para proteger cerca de 40 alvos potenciais.

Dorner chamou pela primeira vez a atenção do público na quarta-feira, quando foi apontado como suspeito pelas mortes, no fim de semana, de um oficial de segurança da universidade e da noiva dele, Monica Quan, 28, em Irvine, ao sul de Los Angeles.

Dois policiais de Los Angeles encarregados de uma investigação trocaram tiros com ele na quinta-feira na cidade de Corona. Um oficial foi atingido de raspão por uma bala, disse a polícia.

Cerca de 20 minutos depois, dois outros policiais foram emboscados e um deles foi morto.

Dorner culpa o departamento de polícia não só pela demissão, mas também pelo fim de sua carreira na Marinha e a perda de relacionamentos próximos.

(Reportagem adicional de Nichola Groom)

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