Robert Galbraith/Reuters
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Polícia desfaz acampamento do movimento Ocupe Oakland

Ação fez parte de uma operação já aguardada de retirada dos manifestantes

REUTERS

14 de novembro de 2011 | 14h45

OAKLAND, ESTADOS UNIDOS - A polícia entrou na segunda-feira, 14, no acampamento de manifestantes anti-Wall Street em Oakland, na Califórnia, retirando os ocupantes do local e desmontando as barracas, afirmaram testemunhas.

A ação fez parte de uma operação já aguardada de retirada dos manifestantes. Antes de o acampamento ser totalmente esvaziado, a polícia levou ao menos 12 pessoas, enquanto uma multidão de simpatizantes do protesto gritava "Vergonha!". Outros foram presos mais tarde.

Dezenas de policiais em uniformes anti-choque desmontaram mais de 100 barracas, iluminados por um helicóptero, enquanto outra linha de policiais impedia que as pessoas entrassem no acampamento. Quando a operação foi finalizada, entulho e barracas caídas permaneciam pelo local. A porta-voz da polícia Johnna Watson disse a jornalistas que a área das barracas era agora uma cena de crime e que eles a isolariam. "Não queremos que ninguém entre onde temos de documentar a propriedade," afirmou ela.

A polícia também montou uma cerca provisória em torno de uma praça diante dos manifestantes. Cerca de 200 estavam na rua e cantavam em uma intersecção durante o início da manhã. A polícia e os manifestantes entraram em confronto diversas vezes em Oakland nas últimas semanas. Houve várias prisões e alguns casos de ferimentos graves. Um dos protestos fechou temporariamente o porto da cidade.

O grupo de Oakland é um dos mais visíveis e ativos do movimento Ocupe, iniciado em setembro em Nova York, que se opõe ao que diz ser uma concentração injusta de riqueza nos Estados Unidos. Entre outros pontos, eles são contrários ao socorro financeiro aos grandes bancos.

A cidade de Oakland publicou um artigo intitulado "Caro líder empresarial" na manhã de segunda-feira, dizendo que a polícia estava aplicando uma ordem judicial emitida na sexta-feira. O texto diz que "o município não podia garantir a saúde pública adequada e a segurança na praça" ocupada pelos manifestantes.

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