Polícia desmonta acampamento de protesto anti-Wall Street em LA

Policiais com equipamentos de choque e uniformes contra risco biológico retiraram ativistas anti-Wall Street de um acampamento do lado de fora da prefeitura de Los Angeles nesta quarta-feira, prendendo cerca de 200 pessoas.

DAN WHITCOMB E MARY SLOSSON, REUTERS

30 de novembro de 2011 | 14h19

Ônibus lotados de policiais chegaram ao acampamento do movimento "Ocupem LA" depois da meia-noite (horário local) e declararam que as centenas de manifestantes reunidos no gramado, calçadas e ruas ao redor da prefeitura representavam uma reunião ilegal, ordenando que eles dispersassem ou seriam presos, seguindo uma ordem de expulsão do prefeito.

O acampamento de Los Angeles, que vinha sendo tolerado há oito semanas por oficiais mesmo após outras cidades terem eliminado protestos similares, estava entre os maiores da Costa Oeste, em linha com o movimento "Ocupem Wall Street" contra a desigualdade econômica e supostos excessos do sistema financeiro dos Estados Unidos.

O prefeito Antonio Villaraigosa havia originalmente saudado os manifestantes. Mas autoridades da cidade reclamaram de crimes, problemas sanitários e danos a propriedades por causa do acampamento, o que fez o prefeito decidir que o grupo precisava ser retirado.

Ele havia inicialmente definido um prazo para a retirada até meia-noite de domingo, mas as autoridades evitaram forçar a expulsão por 48 horas na expectativa de que os manifestantes saíssem por conta própria.

A estratégia parece ter funcionado, já que a polícia evitou o uso de gás lacrimogêneo ou spray de pimenta que marcou as expulsões de protestos similares em Oakland e outras cidades. Exceto por pequenos confrontos iniciais com a polícia, a multidão estava barulhenta, mas em sua maioria pacífica. A maior parte da retirada foi concluída dentro de quatro horas.

Ao menos 20 manifestantes imediatamente abandonaram o acampamento, carregando barracas e outros pertences, quando a polícia chegou, enquanto alguns outros foram escoltados para fora por policiais após aparentemente terem concordado em sair sem resistência.

Os policiais, então, passaram a prender qualquer um que se recusasse a sair e desmontaram o acampamento. Barracas foram retiradas depois que a polícia verificou cada uma para se certificar de que não havia ninguém.

O comandante Andrew Smith informou que cerca de 200 pessoas foram presas, principalmente manifestantes que desafiaram a ordem de retirada. Segundo a polícia, a operação envolveu mais de 1.000 oficiais.

Logo após o início da expulsão, o prefeito divulgou um comunicado afirmando que a cidade estava tomando uma "abordagem comedida para forçar o fechamento do acampamento".

"Nós quisemos dar às pessoas toda oportunidade para sair pacificamente", disse ele. O prefeito visitou o local com o chefe da polícia Charlie Beck perto do fim da operação e elogiou os policiais pela conduta "profissional e contida".

Na Filadélfia, cerca de 100 manifestantes rapidamente e pacificamente abandonaram seu acampamento sem uma única prisão nesta quarta-feira, quando foram confrontados pela polícia.

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