Polícia diz que ataque com machado a policiais de Nova York foi ato terrorista

O homem que atacou com um machado dois policiais em Nova York, deixando um deles em estado crítico, é um cidadão convertido ao islamismo que se radicalizou sozinho, em uma ação que a polícia classificou como ato terrorista.

LAILA KEARNEY, REUTERS

24 de outubro de 2014 | 21h09

O suspeito, Zale Thompson, que foi morto a tiros por dois outros policiais na quinta à tarde em uma rua do Queens, postou declarações contra o Ocidente nas redes sociais e visitou websites associados com diversos grupos islâmicos radicais, disse a polícia em coletiva de imprensa.

Uma análise dos computadores retirados da casa do pai de Thompson no Queens, onde o homem de 32 anos morava, mostrou que ele também pesquisou online temas como decapitação, sobre a invasão recente na Casa Branca e os ataques no Canadá.

"Isto foi um ataque terrorista", disse o comissário William Bratton.

Investigadores estão tentando determinar se Thompson, um homem negro que se converteu ao islamismo há dois anos, tinha alguma conexão com a mesquista da região. A polícia disse que os posts nas redes sociais do homem que se descreveu como um desempregado recluso eram "antigoverno, anti-Ocidente e antibrancos".

Ainda sob investigação estava a extensão do plano envolvendo o ataque, que parece não ter sido provocado, disse Bratton.

"O fato de ele estar andando com um machado em sua mala deixa claro que esse indivíduo tinha algum senso de preparação", afirmou Bratton.

O ataque na quinta-feira aconteceu numa área de compras no Queens e durou poucos segundos, disse a polícia.

Um grupo de quatro policiais estava posando para uma fotografia quando Thompson os atacou com o machado. Um policial foi atingido no braço e outro na cabeça antes de os outros dois policiais abrirem fogo, matando Thompson.

Uma testemunha de 29 anos foi atingida por uma bala perdida e ficou gravemente ferida.

(Reportagem adicional de Barbara Goldberg e Frank McGurty)

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