Polícia impede explosão de bomba em escola da Flórida

A polícia da Flórida disse na quarta-feira que prendeu um garoto de 17 anos que tinha em sua casa materiais para fabricar bombas com canos, e que planejava um atentado em um colégio de Tampa de onde havia sido expulso.

REUTERS

17 de agosto de 2011 | 16h45

"Provavelmente fomos capazes de evitar um fato potencialmente catastrófico, do tipo que a cidade de Tampa nunca viu e tomara que nunca veja", afirmou a chefe de polícia da cidade, Jane Castor, a jornalistas.

O suspeito, que foi detido e indiciado na terça-feira, é Jared Cano, e seu suposto alvo era a Freedom High School, no Condado de Hillsborough.

Castor disse que Cano esperava "causar mais vítimas do que em Columbine". Em 1999, dois alunos da escola Columbine, no Colorado, mataram 12 colegas e uma professora, em um dos piores massacres escolares na história dos EUA.

Após receber uma denúncia, a polícia de Tampa descobriu que Cano planejava explodir uma bomba no primeiro dia de aulas, na semana que vem, segundo Castor. O adolescente já havia sido detido várias vezes por acusações como furto e porte ilegal de armas, disse a polícia.

Na casa dele, os agentes encontraram tubos plásticos, combustíveis, estilhaços, temporizadores e fusíveis, além de um diário com desenhos das salas da escola e declarações aparentemente indicando a intenção de cometer o atentado.

"Ele foi indiciado ontem por ameaçar atirar, projetar, posicionar e descarregar um dispositivo destrutivo, por posse de materiais para a fabricação de bombas e também por cultivo de maconha no seu quarto, na sua casa", disse Castro.

Segundo promotores, Cano admitiu ao ser preso a intenção de acionar uma bomba na escola. Autoridades dizem que ele havia sido expulso do colégio.

Na sua página do Facebook, Cano aparece segurando um facão, junto com uma frase que diz: "Lições que não são aprendidas com sangue logo são esquecidas."

Em sua última mensagem no site, na manhã de terça-feira, ele disse, sem explicar: "Acabo de fazer a coisa mais idiota que já fiz."

Numa audiência judicial na manhã de quarta-feira em Tampa, Cano disse ao juiz, segundo a imprensa local: "Não sei o que dizer". Ele deve voltar ao tribunal para ser formalmente denunciado em 5 de setembro.

(Por Manuel Rueda; com reportagem adicional de Tom Brown)

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