Polícia investiga ataques contra mesquita e culto hindu em Nova York

Coquetéis Molotov foram atirados contra os locais no domingo; não há relatos de vítimas

Reuters

02 de janeiro de 2012 | 14h57

NOVA YORK - A polícia de Nova York está investigando como crime racial quatro ataques com coquetéis Molotov na noite de domingo, 1º, inclusive um contra uma mesquita com 75 pessoas dentro e outro contra um local de culto hindu. Não foram relatadas vítimas.

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, pediu que agentes de segurança auxiliassem na investigação da prefeitura de Nova York, dizendo que os ataques "vão contra tudo o que defendemos como nova-iorquinos e americanos". O Conselho sobre as Relações Americano-Islâmicas condenou os incidentes.

Os ataques incendiários aconteceram em um período de duas horas na noite de domingo no bairro do Queens, disse a polícia. A primeira bomba atingiu uma loja de conveniência, provocando danos, e a segunda, uma residência. Moradores da casa escaparam sem ferimentos, mas o incêndio provocou danos extensos, disse a polícia.

O terceiro alvo foi a Fundação Imã al-Khoei, uma organização xiita que fornece educação, serviços fúnebres, aconselhamento e também ajuda a organizar peregrinações islâmicas para a Arábia Saudita, segundo seu site. O quarto ataque foi contra uma casa onde são realizados cultos hindus.

Entre 75 e 80 fiéis estavam dentro da mesquita e alguns tentaram conter um pequeno incêndio até a chegada dos bombeiros, disse o imã Maan Alsahlani. "Não sabemos quem fez isso e não podemos acusar ninguém. Deixaremos o departamento de polícia lidar com isso", disse Alsahlani.

Esse foi o primeiro ataque contra a mesquita, ele disse. "Mesmo depois do 11 de setembro, ninguém tinha feito nada contra o centro ou atacado o centro", disse Alsahlani, referindo-se à época de grande tensão após os ataques de 2001.

O CAIR, um grupo de direitos civis islâmico, pediu que a polícia aumentasse a patrulha ao redor das mesquitas. "Os ataques contra templos da nossa nação devem ser condenados por todos os americanos e deveriam ser investigados e processados usando todos os recursos da lei disponíveis", disse o porta-voz do CAIR, Ibrahim Hooper, em um comunicado.

A polícia disse que o suspeito era um homem dirigindo um veículo utilitário esportivo prata. Em três dos locais atacados, o mesmo tipo de recipiente de vidro foi usado, uma garrafa de Frappuccino da Starbucks.

"Ataques como estes não têm lugar em nossa sociedade aberta e inclusiva, e devemos fazer o possível para garantir que Nova York continue um local tolerante e seguro para todos", disse Cuomo em um comunicado, pedindo que o chefe da polícia estadual e o vice-secretário para segurança pública ajudassem a polícia nova-iorquina com as investigações.

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