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Steven Senne/AP
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Policial morto após Maratona de Boston é homenageado em cerimônia

Sean Collier, segundo a polícia, foi morto em tiroteio com Tamerlan e Dzhokhar Tsarnaev no campus do MIT

Reuters

24 de abril de 2013 | 12h01

BOSTON - Milhares de agentes de segurança de várias partes dos Estados Unidos participaram nesta quarta-feira, 24, de um serviço religioso em homenagem ao policial  Sean Collier, de 26 anos, morto em tiroteio com os suspeitos de cometer o atentado à Maratona de Boston,Tamerlan e Dzhokhar Tsarnaev . O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez um pronunciamento na cerimônia no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Tamerlan, de 26 anos, foi morto posteriormente em um tiroteio com a polícia. Dzhokhar, de 19 anos, foi capturado e indiciado criminalmente no hospital em que se recupera de fermentos à bala.  As autoridades norte-americanas dizem que os irmãos, de origem chechena colocaram e detonaram duas bombas em panelas de pressão perto da linha de chegada da Maratona de Boston, no dia 15, matando três pessoas e ferindo 264. Dez pessoas perderam membros do corpo no atentado.

Serviços de segurança dos Estados Unidos estão sob questionamento de parlamentares em razão de  Tamerlan Tsarnaev ter sido apontado pela Rússia como um possível islamista radical. A polícia federal norte-americana (FBI) o interrogou em 2011, mas não encontrou motivos suficientes para continuar a investigação.

O nome dele era listado no banco de dados altamente secreto das pessoas que o governo dos Estados Unidos considera terroristas em potencial, disseram fontes que acompanham de perto a investigação. A lista é vasta, com cerca de 500 mil pessoas, o que significa que nem todos são monitorados de perto.

Integrantes do Congresso que obtiveram informações de autoridades da Justiça e relatos da mídia, os quais citam fontes não identificadas, indicam que Dzhokhar Tsarnaev disse durante interrogatório na cama do hospital que os dois se tornaram radicais a partir de material antiamericano na Internet e agiram sem ajuda de grupos militantes no país ou no exterior. "Basicamente, essa parece ser a história, mas não sei como podemos aceitá-la", disse à CNN o deputado republicano Peter King, de Nova York, que integra o Comitê de Segurança Interna da Câmara dos Deputados.

"Pode ser que isso acabe sendo a verdade, mas aqui está uma pessoa que é um assassino em massa, ele é uma pessoa que mal consegue falar. Eu não vejo por que ele iria entregar algum cúmplice ou falar sobre qualquer conexão que seu irmão tenha tido na Chechênia ou na Rússia", afirmou King nesta quarta-feira.

Em uma audiência improvisada na segunda-feira, diante de um magistrado federal no Centro Médico Beth Israel Deaconess, onde está internado, Dzhokhar Tsarnaev foi acusado de dois crimes que poderão resultar na aplicação da pena de morte se ele for condenado.

O MIT cancelou as aulas desta quarta-feira em homenagem a Collier. Ele e a vítima mais jovem do atentado, o menino Martin Richard, de 8 anos, foram sepultados em cerimônias privadas na terça-feira.

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