Política de Segurança causa desconforto entre democratas

Congressistas mostram incômodo com medidas para Afeganistão e Guantánamo; Câmara passa orçamento

The New York Times,

14 de maio de 2009 | 09h55

Congressistas democratas estão demonstrando desconforto crescente com as políticas de segurança nacional adotadas pela administração Obama, incluindo o compromisso em aberto com o Afeganistão e sobre o que fazer com os prisioneiros detidos na prisão de Guantánamo, em Cuba, segundo afirma a edição desta quinta-feira, 14, jornal americano The New York Times.

 

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Os líderes da Casa retiraram a proposta de gastos militares emergenciais de mais de US$ 80 milhões apresentada pelo presidente Barack Obama para fechar o centro de detenção, afirmando que ele não deu detalhes do plano para os mais de 200 presos mantidos no local. A Casa Branca afirma que o local será fechado até 22 de janeiro de 2010.

 

A maioria democrata, com sólido apoio republicano, aprovou a conta de mais de US$ 96 bilhões para as guerras no Iraque, no Afeganistão, e outras operações militares. Mas, com as votações na Câmara nesta quinta-feira e no Senado na próxima semana, o desconforto entre os democratas aponta um caminho difícil para Obama se as condições ultramar piorarem.

 

O desconforto, particularmente com a guerra no Afeganistão, é maior hoje entre os liberais do partido e mais evidente no Câmara do que no Senado. O número de soldados e os custos da guerra em solo afegão aumentarão no próximo ano, e os líderes partidários alertaram que os democratas devem dar ao governo apenas mais um ano para estabilizar a situação militar no país antes que comecem a perder a paciência.

 

Em Guantánamo, os líderes democratas do Senado dizem que agora planejam incluir no orçamento o dinheiro para fechar a prisão na versão suplementar dos gastos militares, mas com restrições apertadas, como proibir a transferência dos prisioneiros para território americano. Antes de usar a verba, o governo deve ainda submeter um plano ao Congresso detalhando como será o fechamento da prisão.

 

(Texto atualizado às 19h50)

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