Popularidade de Obama cai nos EUA, mas é recorde na Europa

Europeus aprovam preocupação ambiental, mas discordam de política internacional no Irã e no Afeganistão

Gabriel Bueno, da Agência Estado,

09 de setembro de 2009 | 12h46

O presidente dos EUA, Barack Obama, perde apoio em seu próprio país, mas os europeus ainda o aprovam com ótimos índices, revelou uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 9, pelo Fundo German Marshall. Um recorde de 77% dos europeus aprovam o modo como Obama lida com os assuntos internacionais, em comparação com 19% de apoio a seu antecessor George W. Bush, um ano atrás.

 

Na Alemanha, maior país da Europa, o salto do novo líder foi de 80 pontos, o maior nos sete anos em que a sondagem tem sido realizada. As notícias para Obama pessoalmente são boas, mas nem tanto para a política externa dos EUA.

 

Os europeus permanecem céticos quanto aos objetivos dos EUA no Afeganistão, a pressão diplomática do país junto ao Irã, pelo programa nuclear deste país, e o apoio de Washington à entrada da Turquia na União Europeia. "O presidente não foi capaz de converter popularidade pessoal em apoio real a suas políticas", notou o diretor executivo do Centro Transatlântico do German Marshall, Ronald Asmus.

 

Após o 11 de setembro de 2001, tanto europeus quanto americanos concordaram com a invasão ao Afeganistão. Agora, com os custos crescentes e nenhuma solução à vista, a opinião pública europeia reduziu seu apoio à guerra.

 

Obama já obteve permissão do Congresso dos EUA para enviar mais 21 mil soldados ao território afegão. O principal comandante dos EUA no país, o general Stanley McChrystal, pode pedir outras dezenas de milhares. O presidente diz contar com o apoio europeu na missão para estabilizar o país. Entre os europeus, a maioria quer a redução das tropas estrangeiras no Afeganistão.

 

Em relação ao Irã, 47% dos americanos apoiam um ataque ao país, em comparação com apenas 18% entre os europeus. No caso da Turquia na UE, apenas 12% dos franceses e 16% dos alemães consideram essa entrada "algo bom". Já entre os americanos, o apoio sobe para 41%.

 

Em relação ao meio ambiente, 43% da população dos EUA consideram que reduzir as emissões de poluentes não é viável economicamente. Na Alemanha, 59% dos pesquisados se disseram "muito preocupados" com as mudanças climáticas.

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