Por telefone, presidentes dos EUA e China discutem segurança digital

O presidente dos EUA, Barack Obama, abordou na quinta-feira com seu novo homólogo chinês a preocupação norte-americana com os ataques cibernéticos vindos da China, além de discutir questões cambiais e comerciais e a ameaça nuclear norte-coreana.

STEVE HOLLAND, Reuters

14 de março de 2013 | 20h53

Na quarta-feira, Obama recebeu executivos de grandes empresas para discutir as ameaças cibernéticas, e nesta semana diretores de inteligência dos EUA disseram pela primeira vez que a espionagem digital e os ataques cibernéticos se tornaram ameaças mais graves para o país do que o terrorismo convencional.

Obama telefonou para Xi a fim de cumprimentá-lo por ter sido formalmente eleito presidente da República numa votação parlamentar. O dirigente já era desde novembro o chefe do Partido Comunista e das Forças Armadas chinesas.

Bem Rhodes, assessor-adjunto de segurança nacional da Casa Branca, disse que os dois presidentes se comprometeram em manter aberta a discussão sobre a segurança digital.

"Dadas as nossas preocupações significativas nesse espaço, precisamos assegurar a proteção aos nossos cidadãos, à nossa segurança e às nossas empresas", disse ele.

Na quarta-feira, Obama disse ao canal ABC News que algumas ameaças cibernéticas são "absolutamente" patrocinadas por governos estrangeiros, enquanto outras são obra de criminosos.

"Já deixamos muito claro à China e a alguns outros atores estatais que esperamos que eles cumpram as normas e sigam as regras internacionais", afirmou.

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