Porta-voz americano da Al-Qaeda incita ataques nos EUA

Em vídeo, Adam Gadahn se dirige a muçulmanos dos subúrbios de Paris, Londres e Detroit

Associated Press

23 de outubro de 2010 | 18h56

CAIRO - Um porta-voz da Al-Qaeda nascido nos EUA incitou neste sábado, 23, muçulmanos que vivem nos Estados Unidos e Europa a promover ataques, o que chamou de um dever e obrigação.

 

Em um vídeo de 48 minutos de duração postado em sites militantes, Adam Gadahn direcionou o se apelo a imigrantes muçulmanos que morem no que ele chamou de "subúrbios miseráveis" de Paris, Londres e Detroit, assim como àqueles que estejam viajando ao Ocidente para estudos ou a trabalho.

 

"É o dever de todos aqueles que são sinceros em seu desejo de defender o Islã e os muçulmanos hoje, de ter a iniciativa de cumprir com as obrigações da jihad... atacando os interesses dos Cruzadores Sionistas", disse, referindo-se aos interesses do Ocidente e de Israel.

 

Gadahn, que tem sido procurado pelo FBI desde 2004, também procurou descreditar tentativas dos líderes dos muçulmanos moderados de abafar o "despertar da jihad".

 

Ele falava em árabe no vídeo, que foi disponibilizado pelo site americano Intelligence Group, que monitora atividades extremistas.

 

Gadahn cresceu em uma fazenda na Califórnia e se converteu ao islamismo antes de se mudar para o Paquistão em 1998 e declaradamente participou de um treinamento em um acampamento da Al-Qaeda.

 

Dawud Walid,, diretor executivo do Conselho de Relações Americanas-Islâmicas, chamou o vídeo de Gadahn "uma tentativa desesperada or atenção" que será ignorada na área de Detroit - lar de uma das maiores comunidades muçulmanas nos EUA.

 

"Eu vejo de pouca a nenhuma chance de tal sentimento se enraizar em Detroit... Não somos um grupo de pessoas que se sentem impotentes".

 

"Se alguma comunidade muçulmana cresceu com engajamento cívico e poder, seria esta comunidade. Ele invocou a população errada para tentar atiçar".

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